Curitiba - ‘‘Foi uma situação ao mesmo tempo surpreendente mas muito gostosa’’. Essa é a definição do jogador Ricardinho, sobre sua convocação para a Copa do Mundo. Ele foi chamado ontem de manhã, horas após o corte de Émerson, que machucou o ombro durante o treino de reconhecimento do estádio onde a seleção brasileira joga hoje, contra a Turquia.
Ricardinho, meia do Corinthians, estava de férias em Curitiba, onde mora com a esposa, Juliana, e o filho de dois anos e meio, Bruno. Ele recebeu a notícia da convocação quando estava saindo de uma missa. ‘‘Eu estava em casa com meu filho e minha mãe quando recebi uma ligação de um jornalista de Seul (capital da Coréia do Sul) e liguei para eles na hora. Eles estavam saindo da igreja, mas voltaram para agradecer’’, contou Juliana.
Até momentos antes de embarcar para São Paulo, onde pegaria um vôo para a Coréia, Ricardinho não tinha conversado com o técnico Luiz Felipe Scolari. ‘‘A única coisa que sei é que fui convocado’’, disse. Dezenas de torcedores e familiares fizeram festa para o jogador no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O jogador diz que está preparado fisicamente para se juntar ao time brasileiro. ‘‘Conheço a maioria dos jogadores que estão lᒒ, afirmou.
Ricardinho ainda não sabe que função desempenhará no time, mas diz que está pronto para atuar em qualquer posição. Ele deve chegar em Ulsan apenas amanhã. Para o jogador, as conquistas do Torneio Rio-São Paulo e da Copa do Brasil pelo Corinthians no mês passado ajudaram para sua convocação, já que ele nunca trabalhou com Felipão. Ele já jogou três vezes no time do Brasil: duas vezes quando o técnico era Luxemburgo (Brasil 0 x Colômbia 0 e Chile 3 x Brasil 0) e uma vez sob o comando de Leão (Brasil 1 x Peru 1).
Com a convocação de Ricardinho, são quatro os representantes do Paraná na seleção verde-amarela: o goleiro do São Paulo Rogério Ceni, natural de Pato Branco; o lateral Beletti, também são-paulino, de Cascavel; e o meio-de-campo Kléberson, do Atlético Paranaense, que nasceu em Uraí. Ricardinho, natural de São Paulo, se mudou para Curitiba quando tinha três anos. Jogou nas categorias de base do Paraná Clube e representou o time principal entre 1994 e 1997, quando foi jogar na França, pelo Bordeaux. Em 1998 retornou ao Brasil para jogar pelo Corinthians.
Família – ‘‘Foi uma pena para o Émerson, mas já que era para chamar alguém, que bom que foi o Ricardinho’’, disse Isa Korquevicz, prima de Juliana. Segundo Juliana, o filho do casal perguntou ontem de manhã o que era a Copa do Mundo. ‘‘Ele via a gente acordando cedo e não entendia bem porquê. Aí ele estranhou ver o Vampeta e o Dida na televisão, porque eles estavam sempre junto com o pai. Agora quero ver o que ele vai achar de ver o pai lᒒ, contou.

mockup