Ricardinho pode se transferir para exterior
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de julho de 2001
Marcos Zanatta De Maringá 
O levantador Ricardo Bermudes Garcia, o Ricardinho, da seleção brasileira de vôlei, bicampeã da Liga Mundial no fim de semana, na Polônia, está desde ontem descansando em Maringá, onde mora com a mulher, Fabiane e a filha, Júlia, de 3 anos e meio. Depois da melhor campanha da seleção desde o início da competição, em 1990, o time foi dispensado até a próxima segunda-feira. Agora o momento é de descansar e curtir a família, diz Ricardinho, que negocia a transferência para times do exterior.
Ele acha que a presença do técnico Bernardinho deu novo impulso para a equipe. A gente tinha um ataque muito bom, mas agora estamos com volume de jogo, diz. Ricardinho lembra também que o técnico acompanhava a seleção masculina, e não teve problemas para despertar o potencial do time. O jogador lembra também que a atual formação da equipe permite ao vôlei brasileiro buscar outros títulos.
Além dele, atletas como André, Anderson, Escadinha, Gustavo e Giba estão em início de carreira. Esperamos chegar nas Olimpíadas como favoritos, diz. Na próxima segunda-feira, Ricardinho volta a se apresentar no Rio de Janeiro, iniciando os treinamentos para as classificatórias do Campeonato Mundial. A competição vai reunir Brasil, Peru, Chile e Venezuela e será disputado em São Caetano do Sul (SP), dentro de algumas semanas.
Mesmo com os compromissos pela seleção até o final do ano, depois de disputar a Liga Nacional pelo Suzano no primeiro semestre, Ricardinho já começa a analisar as propostas para jogar no exterior. Times da Itália, Grécia e Coréia tem conversado com o jogador. Tenho que analisar o que será melhor para minha família, diz. Ele pretende primeiro conhecer as condições de vida de cada país e analisar a proposta das equipes. Só tenho 90% de certeza que vou para fora do Brasil, afirma o jogador que também já atuou no vôlei maringaense.


