Ricardinho não fala sobre corte e dirigente confirma desgaste
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
Giancarlo Franquini<br>Especial para a Folha 
Maringá/Rio - O levantador da seleção brasileira Ricardinho não quis dar declarações sobre o seu corte na seleção brasileira na disputa pelo ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. No desembarque, no Aeroporto de Maringá, Ricardinho desceu com cara de poucos amigos e visivelmente irritado. Ele não quis dar declarações para imprensa e saiu rapidamente da sala de desembarque para entrar em uma caminhonete, onde alguns de seus familiares o esperavam.
Ontem, familiares do jogador disseram que ele não quer se pronunciar sobre ocorte da seleção e prefere se preservar sobre o assunto. Disseram ainda que ele ficou surpreso com a decisão do técnico e lamenta não participar do Pan. A reportagem tentou durante todo dia fazer contato com o levantador, mas não obteve resposta. Vários órgãos de imprensa chegaram a ir até o prédio onde ele mora com sua família, mas o porteiro disse que ele não estavam em casa.
Ary da Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), ainda não conseguiu falar com Ricardinho. Na manhã de ontem, o dirigente ligou para o levantador, mas não conseguiu encontrá-lo. Perguntado sobre o clima na seleção, o presidente da CBV falou sobre a crise. ''Não está ótimo, mas está tudo bem. Eu não me envolvo nas decisões das comissões técnicas'', explicou.
Ao contrário do grupo de jogadores, o presidente da CBV declara que não foi surpreendido com o corte. ''Não foi surpresa, porque eu sabia que havia um desgaste. O Bernardo falou comigo e eu apoiei a sua decisão'', contou.
Cuba - Ainda abalada pela ausência do levantador Ricardinho, a seleção brasileira masculina de vôlei faz hoje o seu jogo mais difícil da primeira fase do Pan. Será diante dos cubanos, a partir das 22 horas, no Ginásio do Maracanãzinho. Para os jogadores do Brasil, a chave é evitar a catimba dos adversários. A seleção estrearia ontem à noite contra o Canadá. (Com Agência Estado)


