Ricardinho jogou com famosos e também desconhecidos
O armador Ricardinho, 33 anos, chegou no último dia 11 a Londrina e em pouco tempo deverá se firmar como a referência da Inesul/FEL. O atleta, além de ser o mais experiente em idade e participações em Nacionais, rodou por clubes de ponta como Vasco, Flamengo e Franca e já disputou duas Ligas Sul-Americanas de Clubes - foi campeão com o Vasco em 1999 e participou em 2005 pelo Flamengo.
Pelo mesmo Flamengo, foi titular entre 2002 e 2003, atuando ao lado de selecionáveis como Oscar, Josuel, Ratto e Olívia. O armador recordou inclusive de um jogo em 2001 que terminou em briga. ''Eu estava lá (no Moringão) e lembro que teve prorrogação (o Londrina ganhou por 107 a 106), mas não me envolvi na confusão. Agora estou tendo o privilégio de jogar por Londrina e peço desde já à torcida que nos apóie neste arrojado projeto da Inesul'', solicitou.
Antes mesmo de aceitar o convite de vir para a Inesul, Ricardinho já havia provado que não é um atleta de vaidade. Dispensou o seu currículo para disputar o Nacional de 2004 pelo fraco Tijuca, time em que era o principal jogador. No segundo semestre daquele ano, ficou sem opções no deficitário basquete carioca e foi se aventurar no Amapá. Lá defendeu o São José, de Macapá, pelo qual orgulha-se de ter sido o campeão da Copa Norte. Passou depois por Belém, para jogar no Paysandu.
''No basquete de hoje, a gente não pode querer escolher muito e ficar negando propostas, pois os clubes estão quase todos em dificuldade. No passado, pelo Vasco, joguei ao lado de craques como Charles Byrd (norte-americano), Vargas (dominicano), e Demétrius. E atuei também com o Oscar. Mas o investimento de todas as equipes caiu e tivemos (jogadores) que nos adequar a esta realidade'', conforma-se o armador.
Ele acredita que a redução de patrocínios e de investimento dos times esteja diretamente relacionado aos insucessos que a seleção brasileira teve nos últimos anos. ''Sem os resultados em nível mundial, todos os setores ligados ao basquete acabaram perdendo muito aqui no Brasil: jogadores, técnicos e clubes'', observou. (J.K.)





