São Paulo - No Parque São Jorge, quando se comenta sobre o meia Ricardinho, seja com jogadores, seja com integrantes da comissão técnica, o discurso já é padrão. Uns falam que é passado e que é preciso olhar para frente. Outros admitem que é um bom jogador, mas como não está mais no clube, comentários são desnecessários. Já no Morumbi, quando perguntado sobre o Corinthians, Ricardinho esforça-se para fugir da resposta. Por mais de uma vez afirmou que não falaria sobre a ex-equipe.

Todos disfarçam. Porém, a realidade é que o clássico entre São Paulo e Corinthians, marcado para o dia 29, é o jogo aguardado com mais expectativa no Campeonato Brasileiro. A rivalidade entre as partes extrapolou depois da briga de bastidores em torno da contratação do atleta. E os envolvidos sabem disso. Tanto é que a televisão já tenta levar a partida para Presidente Prudente.

E tal possibilidade foi admitida pela primeira vez ontem, pelo técnico corintiano Carlos Alberto Parreira. De acordo com o treinador, o local mais indicado, do ponto de vista técnico, é o Morumbi, tanto pela condição do gramado, quanto por estar na capital e facilitar o acesso de ambas as torcidas. ''Então, para mudar isso, só diante de uma boa compensação financeira'', afirmou.

No entanto, o gerente de Futebol do Corinthians, Edvar Simões, fez uma observação: não é responsabilidade do clube negociar a cidade onde a partida vai ser disputada, uma vez que o mando é do adversário. ''O São Paulo e a Federação Paulista devem resolver essa questão'', explicou.

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