Ricardinho e Rojas garantem que não existe crise
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segunda-feira, 06 de outubro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Rojas e Ricardinho estavam bem mais calmos ontem. Nem pareciam o treinador e o jogador que haviam utilizado os jornalistas para mandarem recados um para o outro no sábado. ''Não vou mais admitir essa conversa de que tenho de ser o líder do São Paulo. Estou avisando'', disse Ricardinho. ''Vou ter uma conversa olho no olho com ele'', respondeu Rojas.
Ontem, os dois tinham um discurso igual. ''Quero dizer a todos que só vou falar sobre o jogo com o Bahia na quarta-feira'', disse Ricardinho, em tom solene. ''Estou aqui para conversar com vocês a respeito do nosso próximo jogo, que será contra o Bahia. O resto já passou'', repetia Rojas.
E a conversa olho no olho. ''Essa conversa aconteceu antes de os jornalistas terem a entrada permitida. Foi entre eu e o Ricardinho, com os outros jogadores presentes. Assim é melhor. Todos servem de testemunha'', diz o técnico.
Depois de muito pedido, Rojas falou um pouco mais sobre o assunto. ''Jogadores com mais qualidade técnica e com mais experiência são mais cobrados do que os outros. Só que isso é uma carga muito pesada para alguns. Por isso, agora todos têm de liderar o time, todos têm de questionar bastante'', disse o técnico.
De uma forma ou de outra, o treino mostrou algumas diferenças. Muitos jogadores gritaram, cobraram posicionamento e postura em campo. Ricardinho, inclusive, pela esquerda, exigindo mais esforço dos companheiros. Só ele não concorda com isso. ''Continuo fazendo o meu trabalho como sempre. Sempre conversei com os companheiros, sempre exerci minha liderança, mas de forma interna. Não vou mudar nada.''


