Ricardinho é eleito por jogadores o mais odiado
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sábado, 25 de fevereiro de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Inveja pelo seu interesse em crescer como profissional. Esta é a justificativa do meia Ricardinho para repudiar o título de ''jogador mais odiado'' em eleição entre companheiros de profissão divulgada pela revista Placar deste mês. No momento em que mais procura passar imagem de humilde e tranquilo, o meia foi surpreendido com os 17 votos recebidos, contra sete de Romário e três de Edmundo. De 100 atletas abordados, 66 votaram e 34, poucos mais de 50%, escolheram jogadores que atuam ou já passaram pelo Corinthians.
Além de Ricardinho e Edmundo defendeu o clube em 1996 os outros corintianos lembrados na votação são: Tevez, Roger, Edilson e Marcelinho Carioca (2 votos cada), Cocito, Ewerthon, Luizão, Fernando Baiano, Gino e Scheidt (1).
''Pensei que fosse encabeçar a lista'', afirmou um descontraído Edmundo, o eleito da primeira pesquisa, em 2000, poucos votos à frente de Marcelinho Carioca. Na oportunidade, Ricardinho não foi votado. Edmundo só perdeu a pose ao falar do eleito deste ano. ''Vocês (jornalistas) querem me complicar'', disparou, constrangido. ''Posso dizer que o Ricardinho seria um jogador com que jogaria, mais nada.''
Nas justificativas dos eleitores, que tiveram os nomes mantidos sob total sigilo pela revista, as críticas ao meia do Corinthians são duras. Ricardinho foi chamado de metido, arrogante, traidor e amigo de treinadores e dirigentes. ''É uma pessoa que não teria minha amizade'', afirmou um dos atletas.
A única vez que Ricardinho apareceu envolvido em polêmica com um companheiro de profissão foi em sua briga com Marcelinho, em 2001. De lá para cá, sempre passou a imagem de bom moço, amigo de todos.
Seus companheiros no atual elenco corintiano saíram em sua defesa. Alguns comemoraram, pois o assunto escondeu, um pouco, as falhas da zaga nos 2 a 2 com a Universidad Católica. ''Ele é muito respeitado no grupo. Sabemos que muitos têm inveja dele'', defendeu Wescley. ''O Ricardinho é muito querido aqui dentro'', concluiu Mascherano.


