Rexona vence e mantém a liderança
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domingo, 07 de março de 1999
De Curitiba e Redação 
Kraw PenasDois sets perdidosRexona no ataque contra o MRV: resultado deixa o técnico nervoso O time do Rexona venceu, no sábado, o bom time do MRV Minas por 3 x 2 (21/25, 25/16, 25/22, 21/25 e 15/12) e continua na liderança do segundo turno da Superliga Feminina de Vôlei. Em Londrina, a Associação Banestado venceu a Recreativa, de Ribeirão Preto, por 3 a 2, parciais de 23/25, 25/16, 21/25, 25/19 e 15/11, e obteve a segunda vitória seguida em casa. Também no sábado, a Universidade de Guarulhos perdeu em casa para o BCN/Osasco por 3 a 0. Ontem, o Petrobrás/Força Olímpica fez 3 a 0 no São Caetano e o Blue/Life/Pinheiros venceu o Petrobrás/Macaé por 3 a 1. Ontem à noite jogariam Leites Nestlé x Uniban.
O resultado do Rexona, no entanto, não agradou ao técnico Bernardinho, que esperava uma vitória mais tranquila. O técnico saiu de quadra bastante irritado e trancou-se no vestiário até esfriar a cabeça.
Agora, o Rexona precisa vencer os próximos dois jogos, contra o Macaé e o Leites Nestlé, ambos fora de casa, para se classificar direto para as semifinais, sem depender dos outros resultados. O time de Curitiba, comandado por Fernanda Venturini, tem uma vitória e dois sets de vantagem sobre o time do BCN, que está em segundo lugar. Não podemos nos descuidar para não perdermos esta chance, afirmou Bernardinho.
O jogo de sábado à tarde não foi bom tecnicamente, mas foi emocionante para o público, por ter sido decidido apenas no quinto set. O time do Rexona estava um pouco desorientado em quadra, talvez porque Fernanda Venturini não pode repetir suas boas atuações, pois estava sentindo um problema cervical que a impedia de ter grande mobilidade no pescoço.
Do outro lado, o time do MRV/Minas utilizava-se bem dos bloqueios, conseguindo fazer uma pressão psicológica junto à rede com uma barreira formada pelas gigantes Ingrid e Kely, ambas com 1,90m de altura. Pelo problema de Fernanda e uma atuação apagada das atacantes de meio, o Rexona não conseguia exercer as jogadas de velocidade, optando pelas bolas altas nas pontas, quase sempre bem bloqueadas. O Rexona só conseguiu se impor no tiebrake, reagindo quando estava perdendo por 12 a nove e virando para 15 a 12.


