Albari RosaÉrika, 17 anos, treinou normalmente e joga hoje pelo Rexona/ParanáO Rexona/Paraná, líder isolado da Superliga Nacional de Voleibol Feminino, recebe o Dayvit/Barueri (SP) hoje, às 20 horas, no Ginásio do Tarumã, em Curitiba. Para tentar conquistar mais uma vitória na competição, o técnico Bernardinho coloca em quadra a equipe titular, com Érika, Erna, Cintha, Ana Volponi, Estefânia e Fernanda Venturini. ‘‘Vamos enfrentar um adversário perigoso e que merece todo nosso respeito’’, afirmou o treinador, cobrando garra e determinação de suas jogadoras.
Com relação às suspeitas de que a atacante Érika, de 17 anos, teria taxas hormonais acima da média permitida, o supervisor da equipe do Rexona, Luiz Fernando Nascimento, garantiu que o problema não existe. ‘‘Nossa maior preocupação é preservar a atleta, que é nova e muito talentosa. Ela passou por uma bateria de testes e os resultados foram todos normais. A divulgação dessa informação só pode ter como objetivo a desestabilização da equipe’’.
Érika, que foi orientada a não comentar o assunto com a imprensa, treinou normalmente ontem e tem presença confirmada no jogo de hoje.
Comandado pelo experiente José Roberto Guimarães, o Dayvit/Barueri (atual campeão paulista) também deve se apresentar completo. O sexteto paulista tem Ana Moser, Patrícia Cocco, Kátia, Andréa Moraes, a sueca Angelica Ljungquist e a americana Temmy. ‘‘O mais importante é melhorar o nosso sistema defensivo. Se conseguirmos isso, podemos equilibrar a partida’’, acredita Guimarães.
A rodada que foi aberta ontem à noite, terá mais estes jogos de hoje valendo pela nona rodada do returno: MRV Suggar/Minas e Marco XX/Estrela, em Belo Horizonte; Abaj/Joinville x Mesbla/Recra, em Joinville; Uniban/SÃo Caetano x BCN/Osasco.
Falta de éticaPara o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, reeleito ontem por mais quatro anos, a contestação da feminilidade da jogadora Érika demonstrou falta de ética dos dirigentes das equipes que fizeram a denúncia. ‘‘Foi lamentável, um desserviço para o esporte’’, comentou. ‘‘Desrespeitaram o exame de uma das maiores autoridades de medicina esportiva do mundo, o doutor Eduardo de Rose.’ Nuzman espera apenas que a polêmica não afete a atacante. ‘‘Espero que a gente não perca uma das maiores jogadoras do mundo, uma menina de 17 anos que foi o destaque do último Mundial Infanto-Juvenil.’
O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ari da Graça Filho, se irritou com as denúncias envolvendo Érika. ‘‘Essa pessoa má, perversa que está espalhando esse escândalo, não está percebendo o mal que isso pode causar a uma jogadora que será titular no próximo Grand Prix e no Mundial, disse. ‘‘O exame do doutor de Rose (Eduardo de Rose), já é suficiente para esclarecer o assunto, ele é conclusivo’’, completou o presidente. Ari garante que Érika jogará o campeonato até o fim.

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