Pela primeira vez na história do Rexona, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho pode ficar de fora da final da Superliga Feminina de Vôlei. Desde 1997 – ano de estréia no cenário nacional –, o time conquistou dois títulos brasileiros, nas temporadas 1997/1998 e 1999/2000, e um vice-campeonato. Para manter a tradição, precisa vencer hoje, às 20h30 (com SporTV), no ginásio do Tarumã, em Curitiba, o BCN/Osasco, que saiu na frente na série melhor de três jogos das quartas-de-final. Sábado, derrotou o adversário paranaense por 3 a 0. Em caso de empate, o terceiro e último confronto será sábado, em Osasco.
Bernardinho quer mais determinação e concentração de sua equipe. ‘‘No primeiro jogo nosso time foi frouxo’’, criticou o treinador. ‘‘Falta, na verdade, uma liderança dentro da quadra.’’
Nas edições anteriores da Superliga, a líder do Rexona era a levantadora Fernanda Venturini, esposa de Bernardinho e que hoje defende o Vasco. Venturini, medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta, em 1996, já ganhou nove títulos brasileiros.
Bernardinho empenhou-se nos últimos dias para mexer com a cabeça das atletas de sua equipe. ‘‘Elas não estão jogando com confiança e, por isso, trabalhamos esse aspecto. Temos de mostrar que elas são capazes e devem acreditar o tempo todo’’. A capitã Érika admitiu que o grupo precisa perder a ansiedade e o medo. No primeiro confronto, o Rexona errou nas horas decisivas, principalmente por falta de concentração.
Se falta confiança de um lado da quadra, do outro está sobrando. ‘‘Orientei as meninas para que elas entrem com a mesma confiança, determinação e, principalmente, aplicação tática de sábado’’, contou o técnico do BCN, Sérgio Negrão. Os outros confrontos das quartas de final serão amanhã.

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