Rexona luta para voltar a ser campeão brasileiro
São Paulo, 14 (AE) - A principal preocupação do técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, para a terceira partida da série melhor-de-cinco do playoff decisivo da Superliga Feminina de Vôlei é evitar o excesso de otimismo das jogadoras do Rexona, que vence o MRV/Minas por 2 jogos a 0 e pode conquistar amanhã o segundo título brasileiro em apenas três anos de história. A partida está marcada para as 15 horas no Ginásio do Tarumã, em Curitiba, com transmissão pela CNT/Gazeta e Globosat/SporTV.
"Não ganhamos nada ainda", diz o treinador, que procurou conversar com as atletas para evitar o clima do "já ganhou". "É verdade que falta apenas um jogo, mas não podemos pensar em título garantido." Bernardinho lembra que as duas vitórias obtidas até agora "não foram nada fáceis" e, por isso, exige respeito pelo adversário. "Estamos pensando no título passo a passo", diz o técnico, que no ano passado ficou com o vice-campeonato. "Demos dois passos e ainda falta um." O Rexona venceu as duas primeiras partidas do confronto por 3 a 2, sábado, em Belo Horizonte, e por 3 a 1, quinta-feira, em Curitiba. Para sair desta situação complicada, o MRV/Minas tem de vencer o jogo de amanhã para forçar a realização da quarta partida, prevista para quinta-feira, novamente para Belo Horizonte.
"Temos de errar menos para conseguir a vitória", comenta o técnico William de Carvalho, que tenta o bicampeonato brasileiro (foi campeão na temporada passada pelo extinto time da Uniban/São Bernardo).
"Mostramos durante toda a Superliga que temos condições de jogar melhor e de adiar a decisão do torneio", prossegue. "Temos de acreditar em nossa força." A atacante romena Cristina Pirv, uma das estrelas do torneio, concorda com o treinador. "Vamos colocar a cabeça no lugar e jogar com tranquilidade", diz a jogadora, a terceira maior pontuadora da competição. "Nada acabou ainda; podemos mudar completamente a situação." A levantadora Fofão, titular da seleção, também acredita no poder de reação do time mineiro. "Em horas difíceis como esta, precisamos unir ainda mais o grupo", lembra. "Precisamos ter também muita paciência na conclusão das jogadas."





