Rexona investe no esporte de base Ellen Fernandes
Curitiba, 13 (AE) - Cerca de cinco mil crianças já passaram pelo Centro Rexona de Excelência do Voleibol, projeto criado há três anos numa iniciativa conjunta do Governo do Paraná e da Gessy Lever, que visa a iniciação e formação de novas atletas, além do resgate da cidadania. Atualmente, 3.500 crianças com idade entre oito e 14 anos, estudantes de escola públicas e particulares, aprendem a modalidade, divididas nas categorias baby-vôlei, mini-vôlei, mini 4x4 e vôlei. No total, existem 22 núcleos, sendo que alguns atletas já estão ingressando em outros clubes, como Tiago Bach Tixiliski, de 16 anos e 1,98 m de altura, que foi convocado para a Seleção Brasileira Infanto-Juvenil.
Até os 13 anos, Tiago tinha paixão pelo futebol e nunca havia se interessado pelo vôlei. Ele destaca que foi sua mãe quem o incentivou a praticar a modalidade, inscrevendo-o no Centro Rexona. Depois da iniciação, ele passou a jogar na equipe Santa Monica Clube de Campo, de Curitiba, quando foi selecionado para participar da peneira da seleção brasileira, juntamente com outros oito paranaenses. "É uma grande realização poder representar o Brasil, mas sei que o caminho e longo". Fruto do sucesso do projeto, Tixiliski recebeu uma homenagem antes do segundo jogo da final da Superliga feminina de vôlei, entre Rexona-PR e MRV Minas, realizado na quinta-feira, no ginásio Tarumã, em Curitiba.
A jogadora Fernanda Venturini, que coordena em parceria com o técnico e seu marido Bernardinho um dos 22 núcleos desenvolvidos pelo Centro, destacou que o principal objetivo do projeto é incentivar a formação das categorias de base. "Acredito que todos podem fazer um pouco para ajudar os outros e neste caso, é essencial oferecer condições para que as crianças, principalmente as carentes, tenham um contato o esporte". Fernanda afirmou que o maior problema nos dias de hoje é a falta de atletas para renovar as equipes.
Bernardinho destaca que o projeto do Rexona serve como ponto de referencia para iniciativas que visem o bem-estar social das crianças. "Tenho certeza que centenas de atletas do Centro serão jogadores de voleibol. Quem não seguir esse caminho
pelo menos teve a oportunidade de estar em contato com o esporte, que algo fundamental para o desenvolvimento e formação das crianças". Ele afirma que a metodologia do projeto da Rexona não é incentivar competições mas sim, oferecer a base para a formação de bons atletas.
No ano passado, o Centro Rexona foi premiado com o "Top Social", entregue pela Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil a empresas e entidades que tenham desenvolvido ações para a melhoria do bem-estar e da promoção social. Prova de que o projeto está no caminho certo, não só pelos prêmios, mas pela formação de jogadores como Tiago Tixiliski.





