Curitiba, 15 (AE) - A resistência da equipe mineira que lutou até o fim, levando o jogo ao tie-breaker, com o ginásio do Tarumã lotado por 7 mil torcedores, valorizou ainda mais o título de campeão da Superliga Feminina de Vôlei, conquistado hoje pelo Rexona Paraná. Foi o segundo título do time em um projeto que já tem três anos, mas o primeiro ganho diante da torcida. Com a vitória contra o MRV/Minas por 3 sets a 2 (21/25, 25/21, 25/18, 22/25 e 18/16), o Rexona fechou a série melhor-de-cinco por 3 a 0 para comemorar o título da temporada de 1999/2000.
"Foi o confronto de duas grandes equipes que mostraram, neste jogo, o quanto mereceram estar nessa final, mas acho que a nossa vontade de vencer foi um pouco maior que a delas", afirmou a levantadora Fernanda Venturini que comemorou o 10.º título de campeã brasileira de sua carreira. "Tenho de agradecer a essas meninas maravilhosas e a essa torcida que vem acompanhando a equipe e fez nascer o vôlei em Curitiba, um local que não tinha tradição", afirmou Bernardo Rezende, o Bernardinho, que a partir de maio assume o comando da seleção brasileira que vai aos Jogos Olímpicos de Sydney.
O Rexona começou com Fernanda Venturini, Elisângela, Karin, Walewska, Tara Cross Battle, Erika mais a líbero Daniela. O MRV, de William Carvalho, teve Fofão, Raquel, ¶ngela, Rosângela, Kely
Pirv mais a líbero Josiane.
Na disputa da terceira partida, as garotas do MRVentraram em quadra confiantes para ganhar o primeiro set por 25/21. O Rexona deu o troco, em seguida, repetindo o placar (25/21), e abriu vantagem de 2 a 0 no jogo, ao ganhar o terceiro set por 25/18. O técnico William pediu um "time mais agressivo no ataque, sem o braço travado" e com oito pontos de ataque da romena Pirv conseguiu que o MRV reagisse para fechar o quarto set (25/22) e levar o jogo ao tie-breaker.
A resistência da equipe mineira foi incrível. O quinto set ainda empatou em 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16 pontos, antes do Rexona fechar por 18 a 16, com um contra-ataque de Elisângela. "Trabalhamos duro o ano inteiro para isso, fomos muito cobradas
mas valeu", desabafou Elisângela. William, o técnico do Minas, não deixou a quadra de cabeça baixa.
Recordou que foram três derrotas, mas duas delas por 3 a 2 e outra por 3 a 1, sempre com resistência de seu time. "Foi muito gratificante ver um jogo assim e considero que as minhas meninas também foram campeãs".
Masculino - Ulbra/Compaq, atual bicampeã brasileira, e Banespa decidem neste domingo o terceiro lugar da Superliga Masculina de Vôlei. O jogo está previsto para as 18 horas, no ginásio da Universidade Luterana do Brasil, na cidade gaúcha de Canoas, com transmissão pela CNT/Gazeta.

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