Curitiba - Um projeto que proporciona o desejado ‘‘retorno’’ ao patrocinador que investe no esporte, mas não sobrevive apenas da presença de estrelas do vôlei nacional. O Rexona, do Paraná, mostrou, ao vencer a decisão do turno da Superliga Feminina de Vôlei, sábado, que a filosofia de trabalho criada pelo técnico Bernardo Rezende não será afetada por sua saída para a seleção brasileira masculina. O técnico Hélio Grinner afirma que o projeto, nascido em 1997, acertou ao adotar a filosofia de revelar e consolidar jovens jogadoras. A vitória sobre a forte MRV/Minas por 3 sets a 1 (25/23, 25/11, 18/25 e 25/19), na partida que decidiu o turno da Superliga, é um reforço adicional.
Com o resultado, o Rexona garantiu vaga antecipada nas semifinais da competição, enquanto apresentou ao mercado o potencial de jovens atletas, como a ponta Sassá e a meio-de-rede Cláudia, ambas com 19 anos, reservas no extinto time do Vasco, vice-campeão no ano passado. O trabalho sério também devolveu a confiança a atletas como a levantadora Fabiana Berto, de 26 anos, e a atacante Raquel, de 24 anos, que voltaram a viver bons momentos em quadra.
O técnico Hélio Grinner confessa que assumir o lugar de Bernardinho não foi tarefa fácil. O mercado não tinha certeza que o projeto continuaria. Grinner observa que foram a levantadora Fernanda e o próprio Bernardinho que divulgaram a qualidade de um trabalho ‘‘que pode tirar jovens jogadoras do anonimato’’. Embora não tenha o maior investimento entre os times de ponta da Superliga, o Rexona acredita, segundo Grinner, ‘‘que muitas vezes, não é apenas o cifrão que conta, mas a valorização e o nível do trabalho’’.

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