Rexona comemora o bicampeonato
Marcos Freitas
De Curitiba
Não poderia ter sido melhor e mais emocionante a conquista do segundo título da Superliga Feminaida de Vôlei pelo Rexona/Paraná no último sábado: o ginásio do Tarumã recebeu público recorde do campeonato, com mais de sete mil pessoas. Dentro da quadra foram cinco sets de tirar o fôlego de qualquer torcedor e uma partida inesquecível.
A vitória por 3 a 2, deu o segundo título em três anos de existência da equipe Rexona/Paraná. Esta conquista foi muito comemorada por jogadores e comissão técnica, pois foi a primeira junto a fanática torcida curitibana. O outro título conseguido pelo Rexona foi em 1998, jogando diante do Leites Nestlé, em Jundiaí.
Como em todas as três partidas do playoff, o Rexona saiu perdendo o primeiro set para o MRV/Minas mas conseguiu se encontrar no jogo e virar o placar adverso. Mais uma vez o time comandado por Willian Carvalho não suportou a pressão do Rexona que foi empurrado em toda a partida pela entusiasmada torcida, que não parava de se agitar nas arquibancadas um minuto sequer.
No primeiro set as mineiras venceram por 25 a 21, O Rexona virou o jogo e venceu o segundo set por 25 a 21 e o terceiro set por 25 a 18. Valente, o MRV/Minas empatou a partida no quarto set vencendo por 25 a 22. Veio o tie-break e com ele muita emoção. As duas equipes tiveram chances de fechar a partida, mas foi com uma forte cortada da londrinense Elisângela que o jogo acabou em 18 a 16 para dar início a uma grande festa dentro e fora de quadra.
A emoção tomou conta do time paranaense que comemorou muito a conquista. O técnico Benrardinho creditou a vitória da sua equipe ao brio das jogadoras que não se abalaram com a perda do quarto set e a força que a torcida do Rexona deu ao time. Sabíamos das dificuldades e a força de vontade das nossas atletas, aliada ao apoio da torcida foram determinanates para esa brilhante conquista, disse, emocionado depois da partida.
A atacante Elisângela também estava emocionada com o triunfo e comemorou muito a vitória. Fui na bola com convicção que ela ia definir o campeonato, disse, lembrando do último ponto da partida. Elisângela foi a maior pontuadora do jogo com 25 pontos. Outras duas importantes jogadoras da equipe foram Fernanda Venturini e Érika. Ambas se abraçavam muito comemorando o título ao final da partida.
Pelo lado do MRV/Minas, um dos únicos que não estavam chorando, era o técnico Willian Carvalho. Ele procurava consolar suas jogadoras que não aceitavam a terceira derrota consecutiva nas finais. Falei para elas que se havíamos chegado até aqui é porque tínhamos mérito, disse. Estou feliz com meu time e ver um jogo com casa cheia, de alto nível nos anima para continuar a trabalhando pelo voleibol brasileiro, disse.
Seleção Encerrada a Superliga, o técnico da seleção, Bernardinho, se prepara para anunciar até o final do mês a primeira convocação do ano. Durante o torneio, o treinador evitou fazer comentários sobre a seleção porque não queria condicionar um lugar no time à atuação de A, B ou C.





