Rexona bate Leites Nestlé e decide título
São Paulo, 04 (AE) - O Rexona ratificou hoje o fato de ser dono da melhor campanha da Superliga Feminina de Vôlei, derrotou o Leites Nestlé por 3 a 2 (27/25, 25/19, 21/25, 19/25 e 17/15) e fechou o playoff semifinal da competição por 3 jogos a 1, em pleno ginásio Bolão, em Jundiaí. Com o resultado, o Rexona, atual campeão brasileiro, vai decidir o título do torneio com a Uniban/São Bernardo, que eliminou a Universidade Guarulhos na outra semifinal.
As jogadoras do time paranaense nem puderam comemorar a classificação. Os torcedores, aborrecidos com o resultado, atiraram copos e garrafas de plástico na quadra. Com isso, as atletas, com exceção da levantadora Fernanda Venturini, correram para o vestiário.
Grande destaque do Rexona, Fernanda, aos 28 anos, vai participar da décima decisão do Campeonato Brasileiro. "Nunca é fácil enfrentar o Leites Nestlé, um time forte e bem-estruturado", comenta a atleta. "Foi a semifinal mais sofrida da minha carreira." Fernanda Venturini lembra que sua equipe enfrentou dificuldades adicionais por contar com quatro jogadoras jovens, com 20 anos ou menos. "Em momentos decisivos, a falta de experiência faz diferença", lembra a atleta. "Nosso time começou jogando bem, venceu os dois primeiros sets, mas depois não teve tranquilidade para evitar o tiebreaker." Para as partidas contra a Uniban, Fernanda espera que a equipe aproveite a experiência de ter disputado uma série tão difícil.
"Jogamos quatro partidas duras, sendo que duas foram decididas no tiebreaker", observa. "Só espero que os jogos com a Uniban não sejam tão difíceis." Outro destaque do Rexona foi a atacante Elisângela, de 20 anos, responsável pela marcação de 30 pontos.
Tristeza - Se as atletas do Rexona fizeram festa nos vestiários pela classificação, muitas jogadoras do Leites Nestlé choraram pela derrota. A equipe, que fica fora da decisão da Superliga pela segunda vez em seis anos, lutou muito e mostrou garra. Depois de estar perdendo por 2 a 0, o time reagiu e chegou ao empate. No tiebreaker, o Rexona abriu 14/10 no marcador. Mesmo assim, a equipe não desistiu e conseguiu o empate: 14/14. Na sequência, o Rexona fechou a partida por 17/15.
"Depois de todas as dificuldades que tivemos na primeira fase
conseguimos fazer um playoff de muito equilíbrio com o Rexona, que estava completo e é o time mais regular da Superliga", comenta o técnico Sérgio Negrão, do Leites Nestlé, que agora enfrenta a UnG pelo terceiro lugar. "A perda do primeiro set do jogo foi fundamental para o resultado." Sem Leila, que se recupera de uma tendinite no ombro esquerdo, o Leites Nestlé, segundo o treinador, lutou muito no torneio. "Lutamos para reverter a situação e conseguimos em parte", lembra. "O grupo brigou até o fim."





