São Paulo - A derrota para o Santos incendiou o Palestra Itália. Na madrugada de domingo, os muros do estádio foram pichados por torcedores inconformados com o rendimento do time dirigido por Emerson Leão. Alceu, Washington, Correa e o diretor de Futebol Salvador Hugo Palaia foram os alvos, além do gerente Ilton José da Costa. Amanhã o jogo é contra o América, em casa. E dá-lhe pressão. A administração do clube repintou ontem mesmo os muros onde haviam as ofensas.
Palaia garantiu que as manifestações partiram de pessoas de dentro do próprio clube (leia-se a oposição), dispostas a atrapalhar o bom andamento da administração do presidente Affonso Della Monica.
''Falei com a Mancha e obtive do seu presidente, o Jânio, a certeza de que não foram eles os responsáveis. Então, trata-se de gente orquestrada do próprio Palmeiras, gente desafinada e com um mau maestro. Nós estamos no caminho certo'', disparou o cartola.
As manifestações começaram na chegada do time a São Paulo, domingo à noite. Um grupo de torcedores organizados resolveu pressionar os atletas. ''Falamos com Edmundo e Valdomiro, dois dos menos culpados. O Edmundo é o melhor do time hoje, e o Leão ainda o saca. O Valdomiro é grosso, mas não está jogando'', disse o presidente da Organizada, Jânio Carvalho.

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