Revogação de liminar permite eleição no Santos
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quinta-feira, 09 de dezembro de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, 09 (AE) - Está tudo pronto para a eleição do Conselho Deliberativo do Santos, marcada para domingo, na Vila Belmiro, e já não há mais impedimento legal para que a escolha dos novos conselheiros ocorra.
Hoje, o juiz Rogério Márcio Teixeira revogou os efeitos da liminar concedida na semana passada, diante da desistência da ação pelo autor, Nelson Barros Rodrigues. Já o presidente do CD, Florival Amado Barletta está fazendo um apelo às lideranças das duas chapas para que "desarmem os espíritos, para que os episódios ocorridos sábado passado não se repitam".
Segundo Barletta, havia seguranças armados e ele passou por uma das piores situações de sua vida. Aos 63 anos, ele se considerou "humilhado e atemorizado, tendo saído escoltado por segurança, o que nunca havia ocorrido em minha vida". Ele considerou "a humilhação muito grande", prometeu processar alguns sócios que o chamaram de ladrão e disse: "não entendo como um bando de pessoas deturpe assim a situação, como se eu tivesse sido o culpado pelo adiamento da eleição".
A suspensão ocorreu porque o conselheiro Nelson Rodrigues Barros sentiu-se prejudicado pelo fato de ter conquistado o direito de ser efetivado no CD, mas corria risco se sua chapa, a Tradição Alvinegra, perdesse a eleição. O juiz Rogério Márcio Teixeira concedeu liminar, suspendendo o trabalho. Depois de muitas reuniões entre os dirigentes, a mesa do CD e os representantes das duas chapas, foi encontrada uma solução que atende a outros 60 conselheiros, incluindo-se cinco que não haviam feito a opção no primeiro registro das chapas: todos os nomes foram registrados como suplentes nas duas chapas e, assim, terão resguardados todos os seus direitos no conselho.


