Revezamento da tocha começa em Brasília
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quinta-feira, 01 de setembro de 2016
Isabela Bonfim<br>Agência Estado 

Brasília - Quem já sente saudades dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro vai ter uma nova chance de vivenciar os ritos da maior cerimônia esportiva do mundo. O revezamento da tocha paralímpica começou ontem, em Brasília, e vai cruzar todas as regiões do País.
Na capital federal, o primeiro atleta a conduzir a tocha foi Cláudio Irineu da Silva, de 48 anos, que é tetracampeão mundial de futebol para amputados e medalha de ouro no vôlei sentado na Paralimpíada de Pequim-2008. "O esporte é a maior ferramenta de inclusão que temos no momento e foi ele que me trouxe de novo à sociedade e me ajudou a brigar por títulos e pela vida", disse.
O atleta, que competia no futebol profissional, sofreu um acidente aos 20 anos, quando seguiu para o esporte adaptado. "Essa visibilidade não é importante somente para os atletas paralímpicos, mas para as pessoas com deficiência em geral", afirmou.
De fato, a visibilidade foi o que trouxe muitas famílias e pessoas com deficiência para acompanhar a cerimônia na quinta-feira no Parque da Cidade. O pequeno Brian, de 6 anos, nasceu com problemas motores nas pernas. Ele viu a propaganda da cerimônia na TV e pediu para a mãe levá-lo. De cadeira de rodas, ele veio do Gama, cidade-satélite a 40 km de Brasília para seguir o revezamento.
"Precisamos estar aqui para mostrar que as pessoas com deficiência também podem fazer esporte", disse Emanuel Pereira, de 29 anos. Ele tem Síndrome de Down e também foi ver a tocha acompanhado da família.
TRAJETO
A tocha, que ainda vai passar pelas cidades de Belém, Natal e Joinville, chega a São Paulo neste domingo, no Centro Paralímpico Brasileiro (CPB). A última parada, no Rio de Janeiro, será na terça-feira. Mais de 700 atletas vão participar do revezamento, entre pessoas com deficiência e pessoas que apoiam o esporte paralímpico.
Os Jogos Paralímpicos acontecerão no Rio de Janeiro entre 7 e 18 deste mês, com cerimônias de abertura e encerramento no Maracanã. A meta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) é terminar a competição na quinta posição geral, duas à frente do resultado obtido em Londres-2012.


