A música do filme "Caça-Fantasmas" executada antes do jogo no Estádio do Café não assustou o Operário. O Fantasma até se escondeu no primeiro tempo, mas no segundo conseguiu assustar o Londrina. Com um gol solitário de Paulo Sérgio, o time de Ponta Grossa fez um estrago no planejamento alviceleste. Tirou a invencibilidade do Tubarão no returno e junto com ela foi embora a liderança. Agora, resta aos londrinenses vencer os três jogos restantes e secar o novo líder, o Atlético.

O Londrina permanece com 19 pontos e está, agora, um atrás do expressinho rubro-negro, que no sábado venceu o Arapongas por 2 a 1. No domingo, o Tubarão vai até Paranavaí, para encarar o Vermelhinho, que luta contra o rebaixamento. Já o Atlético, pega o J. Malucelli, que viu a vaga na Série D ficar ameaçada após a diferença para o Operário cair para cinco pontos na soma geral.

A derrota em casa ontem não teve uma atuação abaixo das anteriores no Londrina. O time jogou do mesmo jeito. Mandou no primeiro tempo e foi ameaçado no segundo. A diferença foi que, desta vez, os gols que costumavam sair logo no início não apareceram, e o Operário conseguiu marcar no final. Dos 12 gols sofridos pelo Londrina no Paranaense deste ano, apenas um foi no primeiro tempo.

O Londrina entrou em campo com quatro desfalques. Maicon, Wéverton, Diogo e Celsinho ficaram de fora por suspensão. Mesmo com tantas baixas, o time começou o jogo com o mesmo volume e característica de sempre. Muito toque de bola e inversões.

E foi depois de uma linha de passes na área operariana que Neílson perdeu grande chance aos 13 minutos. Alexandre cruzou, Robinho escorou de peito para Bruno, que serviu Neílson. O camisa 9, sozinho, se atrapalhou para chutar e deu tempo do goleiro Sílvio fechar o ângulo e fazer boa defesa.

O Operário se defendia e atacava esporadicamente em um ou outro contra-ataque, sempre com Rone Dias sendo o mais perigoso.

O Londrina buscava o gol e criava chances, mas seu artilheiro não estava em uma tarde inspirada. A segunda chance clara caiu nos pés justamente de Neílson. Foi aos 21 minutos, quando Bruno cruzou, Alexandre desviou na primeira trave e o centroavante, sozinho na pequena área, não conseguiu concluir.

Aos 30 minutos, Germano também perdeu gol incrível. Ele recebeu lançamento longo, no domínio tirou o goleiro da jogada e ficou com o gol escancarado, mas demorou para chutar e o defensor do Operário conseguiu tocar na bola antes dele. Ela bateu na trave e saiu.
O técnico Paulo Turra acertou a marcação do Operário no segundo tempo e travou o Londrina. Com Robinho apagado e com o setor do meio-campo bem marcado, o Tubarão perdeu seu toque de bola característico e teve que apelar para as ligações diretas da defesa para o ataque. A primeira grande chance, no entanto, foi do Fantasma. Aos 10 minutos, Rone Dias cobrou falta no ângulo e obrigou Danilo a fazer grande defesa.

A grande chance alviceleste de abrir o placar no segundo tempo esteve nos pés de Alexandre. Eram 16 minutos quando Bruno invadiu a área e chutou. O goleiro defendeu e a bola sobrou para o atacante do LEC, livre, de frente para o gol aberto, mas ele chutou para cima. A jogada acabou de vez com a paciência do torcedor, que vaiou Alexandre quando ele foi substituído por Quirino.

A máxima do futebol, então, prevaleceu. O Londrina não fez seu gol, então tomou. Foi aos 27 minutos. Sandro fez a festa pelo lado direito, entrou na área e tocou para o meio, onde estava Paulo Sérgio, sozinho. Ele só escorou para as redes.

O gol desorganizou de vez o Londrina. Tencati ainda tentou mexer no time, mas Quirino, Joel e Marcelo, sem ritmo de jogo, nada puderam acrescentar e viram o Londrina amargar o primeiro revés no returno.

Imagem ilustrativa da imagem Revés em casa: Mais longe da meta
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