São Paulo - O último dos galácticos deve se despedir do Corinthians hoje, em reunião com dirigentes do clube, antes do treino da manhã, no Parque São Jorge. Roger se cansou de ser reserva – já perdeu a vaga para Carlos Alberto, Rosinei, Elton e agora para Willian – e está disposto a trocar de ares. Pretende voltar para o Rio, sua cidade natal, onde ficaria perto da filha e da namorada, a atriz Deborah Secco.
  O problema é que o Corinthians não aceita apenas dispensá-lo. Roger é do clube, foi contratado em 2005 por cerca de R$ 9 milhões do Benfica – incluindo o passe do zagueiro Anderson – e no Parque São Jorge se estuda uma possível troca com atletas do Fluminense ou do Botafogo. Já houve proposta por Zé Roberto, do alvinegro, mas a resposta só viria após as finais do Campeonato Carioca. Até Carlos Alberto, em baixa no tricolor carioca, poderia voltar.
  O técnico Paulo César Carpegiani, sempre sincero em suas declarações, revelou não ter gostado do primeiro contato com Roger, ainda no Recife, quarta-feira, após o empate por 2 a 2 com o Náutico. ‘‘O Roger tem de saber o que quer da vida’’, reclamou o novo treinador, indignado pelo fato de o camisa 7 ter se negado a fazer trabalhos físicos com os demais companheiros. ‘‘Mas não vamos precipitar nada, é melhor esperar o segundo contato’’, observou.
  Carpegiani, como todos os outros ex-treinadores do Corinthians, fez questão de elogiar a capacidade de Roger, apesar de o foco do jogador não estar no clube. Revelou, inclusive, que Roger seria o substituto de Willian, no confronto de volta com os pernambucanos, na quinta-feira, já que o meia acabou expulso e terá de cumprir suspensão. ‘‘Vamos ver o que ele decide. Se não estiver satisfeito, com vontade de sair, vamos usar o menino’’, disse, referindo-se a Lulinha, 16 anos e ainda nenhuma partida pelo time profissional.

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