Reunião expõe divergências
Áureo Nogueira
De Londrina
O Londrina pode disputar o Paranaense-2000 com uma equipe formada basicamente por juniores e com a única preocupação de não cair novamente para a Segunda Divisão. De acordo com o coordenador-geral, Célio Guergoletto, esta foi a conclusão a que chegou a diretoria na reunião realizada na noite de anteontem. Caso os contatos de parceria não dêem resultado, não há alternativa ao clube a não ser disputar o Paranaense com o time disponível. Não vai haver recursos para contratações, disse Guergoletto, reiterando que nessas condições ele deixa o clube.
A diretoria, recentemente reeleita, discutiu o futuro do clube, principalmente o plano de ação para o ano que vem. A reunião expôs uma disputa interna entre Guergoletto e o vice-presidente de futebol amador, Iran Campos.
O vice-presidente apresentou um déficit de R$ 163 mil no departamento e manifestou a intenção de deixar o cargo. Quando assumimos o Departamento Amador, em meados do ano, houve a promessa de que teríamos um repasse mensal de R$ 20 mil. A promessa não foi cumprida, o que nos obrigou a recorrer a empréstimos bancários que já somam R$ 105 mil, além da folha de pagamento de novembro e dezembro e 13º salário e, ainda, os fornecedores nesse período, detalhou Iran Campos à Folha, ontem à tarde.
Guergoletto retruca dizendo que não compreende como a vice-presidência do futebol amador criou um débito quase do mesmo tamanho do profissional (de aproximadamente R$ 180 mil). Até o primeiro semestre administramos o profissional e o amador, e não ficamos devendo nenhum centavo para ninguém, alfinetou Guergoletto.
O coordenador-geral disse ainda que ao final da reunião não ficou definido se Iran Campos continua ou não no comando do futebol amador. Iran, por seu lado, disse que diante do apoio que recebeu na reunião aceita o desafio e continua no departamento.
O ponto principal da discórdia entre o coordenador-geral e o vice-presidente de futebol amador é a estratégia defendida por eles. Guergoletto trabalha para viabilizar uma parceria de R$ 120 mil a R$ 180 mil mensais. Para Iran, esta proposta é inviável e o caminho seria reunir cerca de 100 empresários locais, que participariam com R$ 500,00 por mês e teriam como retorno 50% do passe de todos os jogadores formados no clube.
Investimentos na formação de jogadores é a única saída para o Londrina, defende Iran. Não há saída se a parceria não envolver os departamentos de futebol profissional e amador, em conjunto, argumenta Guergoletto.





