Retrospecto favorece Schumacher no Canadá
Agência Estado
Depois de se apresentar na Oceania, América do Sul e Europa, a Fórmula 1 se desloca agora até a América do Norte. Domingo, em Montreal, será disputado o GP do Canadá, sexta etapa do campeonato, que tem Michael Schumacher, da Ferrari, na liderança, com 30 pontos, seguido por Mika Hakkinen, da McLaren, com 24. Se depender do retrospecto dos pilotos e das equipes na prova, o alemão da Ferrari larga no circuito Gilles Villeneuve como favorito. Dos 22 pilotos que participam este ano do Mundial, apenas Michael Schumacher, Damon Hill e Jean Alesi venceram o GP do Canadá.
O alemão ganhou em 1994, com a Benetton, em 1997 e no ano passado, competindo pela Ferrari. Foi em Montreal que Alesi conquistou, em 1995, sua única vitória na carreira, quando trabalhava para a Ferrari. Dos quatro últimos GPs do Canadá, portanto, a Ferrari venceu três. Na temporada em que foi campeão do mundo, em 1996, Damon Hill chegou na frente no circuito Gilles Villeneuve, pela Williams. Schumacher declarou ainda em Mônaco que terminar o GP da Espanha na terceira colocação seria um resultado normal. Acertou. O piloto alemão ficou atrás de Mika Hakkinen e David Coulthard, a dupla da McLaren, conforme previra.
Mas sua projeção para a etapa canadense do Mundial é bem diferente: ‘‘Trata-se de uma pista que claramente favorece o nosso carro’’, comentou durante testes em Barcelona. O histórico da Ferrari no GP do Canadá joga a favor do seu prognóstico. Já com relação à McLaren, ainda que os tempos sejam outros, a última vez que venceu em Montreal foi em 1992, com Gerhard Berger. O Brasil tem tradição na corrida: ganhou seis vezes. A primeira com Emerson Fittipaldi, na McLaren, em 1974, quando o circuito ainda era o de Mosport Park, próximo a Toronto.
Uma curiosidade marcou a prova. Hakkinen foi bastante criticado pelo erros no último GP de San Marino. Ele bateu sozinho quando liderava. No GP do Canadá de 1974, o ainda ontem superconceituado Niki Lauda cometeu o mesmo erro. O austríaco da Ferrari liderou 67 voltas até desconcentrar-se, errar e abandonar. Emerson Fittipaldi, que vinha em segundo, herdou a vitória 13 voltas mais tarde. Era a penúltima etapa do campeonato. O resultado permitiu ao brasileiro disputar a corrida final do Mundial, em Watkins Glen, nos Estados Unidos, em vantagem sobre seu adversário, o suíço Clay Regazzoni.
Regazzoni era o companheiro de Lauda na Ferrari. A quarta colocação nos Estados Unidos garantiu o segundo título da carreira de Emerson.

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