Retranqueiro Chile se classifica por milagre
Osmani Costa
De Londrina
A seleção chilena que estréia no quadrangular final na quarta-feira contra o Uruguai tem limitações técnicas, mas conta com jogadores aguerridos e bem preparados fisicamente. Quando enfrenta adversários sabidamente mais fortes, o time joga na retranca e congestionando o meio de campo. Foi o que aconteceu contra o Brasil, na rodada de abertura do grupo A, no dia 19.
Jogando com o time inteiro na defesa, e saindo apenas em rápidos contra-ataques, o Chile empatou com o Brasil em 1 a 1. Os principais jogadores chilenos são os zagueiros Maldonado e Contreras, os meias Ormazabal e Pizarro, e o centroavante Tapia.
As saídas rápidas para o ataque normalmente ocorrem pela esquerda, com cruzamentos rasteiros para a conclusão de Tapia, artilheiro da equipe com quatro gols. No segundo jogo, contra o Equador o mais fraco do grupo , o Chile jogou mais aberto, mas só conseguiu vencer por 2 a 1 graças a pelo menos um pênalti inventadopela arbitragem.
Mais entrosada, a seleção chilena foi crescendo com o passar dos jogos. No terceiro, contra a fraca Venezuela, o time conseguiu a única goleada, vencendo por 3 a 1. Então com sete pontos ganhos, o Chile chegou à última rodada liderando o grupo e necessitando de apenas um empate contra a Colômbia para garantir vaga no quadrangular. O treinador Nelson Acosta voltou a Santiago, como se já tivesse cumprido sua missão, e deixou o comando da equipe para o auxiliar Hector Pinto. Aí, aconteceu o desastre.
O Chile foi goleado por 5 a 1 pela seleção colombiana e ficou praticamente eliminado da competição. Várias vezes nos últimos dias, o técnico Pinto declarou que não acreditava em milagres e numa goleada entre Brasil e Colômbia, a única possibilidade de classificação para o Chile. O milagre aconteceu. Mas, sem zebra, o Chile não parece em condições de enfrentar com sucesso a força de Uruguai, Brasil e Argentina.





