Resultado afasta Rubinho da liderança
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de agosto de 2000
Agência Folha De Budapeste 
O quarto lugar em Budapeste encerrou uma sequência de cinco pódios de Rubens Barrichello e deixou o brasileiro mais distante da liderança do Mundial. Antes, o piloto, que ganhara a corrida anterior, na Alemanha, sua primeira vitória na carreira, estava a dez pontos de Michael Schumacher. Agora, a desvantagem é de 15 pontos em relação a Mika Hakkinen.
Talvez influenciado pela superioridade mostrada pela McLaren ontem, Barrichello não quis comentar as chances de ser campeão, como fez nos últimos dias, e adotou discurso modesto. Só vai dar para saber alguma coisa no fim do ano. Se eu estiver na briga faltando duas corridas para o final, aí a gente começa a falar.
Segundo Barrichello, a Ferrari ficou surpresa com o desempenho da McLaren. Pegou a gente de surpresa. Nos treinos, a gente estava bem forte. Não sei como a McLaren melhorou tanto.
Os outros dois brasileiros não marcaram pontos. Ricardo Zonta, 14º, afirmou que a BAR o confirmou para o GP da Bélgica, encerrando boatos de que ele seria substituído por Olivier Panis.
Pedro Paulo Diniz abandonou com problemas de motor. Nas próximas semanas, decidirá se fica ou não na Sauber em 2001.
O alemão Schumacher, com a decepção estampada no rosto, falou o tempo todo olhando para baixo. Honestamente, não éramos velozes o suficiente para vencer. Agora, precisamos trabalhar para crescer. Temos algumas idéias. Foi a primeira vez no ano em que ele deixou a liderança do Mundial. No começo do campeonato, o melhor da história da Ferrari, sua vantagem para o vice-líder chegou a 24 pontos. Hoje, faltando cinco GPs para o fim, ele está dois pontos atrás do líder.
O campeonato recomeça na Bélgica, declarou Jean Todt, chefe da Ferrari, em uma tentativa de dar mais ânimo ao time. Não adiantou. Abatido, Schumacher deixou Hungaroring procurando uma explicação.


