Restrições impedem melhor comercialização da Superliga
São Paulo, 11 (AE) - O gerente de Marketing da Superliga de Vôlei, Quintino Maudonnet, defende mudanças na comercialização do torneio como uma forma de fortalecer o esporte. Ele acha importante, por exemplo, um estudo profundo sobre a venda das propriedades (placas, faixas e rede) dos ginásios.
"Existem muitas restrições no esquema atual, que acabam dificultando a comercialização", lembra o gerente. "Os patrocinadores das equipes vetam, por exemplo, a venda de placas para seus concorrentes no mercado." Quintino diz também que os times podem vender placas para ajudar em seus orçamentos. "Quando a placa é vendida para jogos transmitidos pela TV oficial (SporTV/Globosat), o clube fica com 80% do dinheiro e repassa 20% para a Superliga", comenta. "Quando não tem TV, a arrecadação é toda da equipe."
Um dos problemas da Superliga Masculina, segundo Quintino, é não ter acertado transmissão dos jogos pela TV Bandeirantes, um canal de sinal aberto. "Estava tudo certo com a Bandeirantes para a transmissão de uma partida aos sábados à tarde", explica. "A TV, porém, não chegou a um acordo com a Traffic, a empresa que passou a administrar o esporte da rede e quis o horário para outros eventos."
Outra preocupação do gerente de Marketing é com a forma como os participantes da competição tratam os torcedores no ginásio. Para ele, o público precisa ser melhor tratado. "Nosso esporte concorre hoje em dia com shopping center, que dá conforto como estacionamento e banheiros", afirma. "Temos de oferecer um produto cada vez melhor para poder ser uma boa fonte de receita, com cobrança de ingressos, administração de estacionamento, bares e venda de produtos como camisas, broches e chaveiros."
Liderança - Olympikus e Banespa dividem a liderança do returno da Superliga Masculina de Vôlei, após a terceira rodada. A Olympikus e o Banespa derrotaram o Coop/Santo André e o SOS Computadores, respectivamente, por 3 a 1. Os outros resultados: Ulbra/Pepsi 3 x 0 Bento Gonçalves, Report/Nipomed 3 x 2 Barão Ceval e Telepar/Maringá 3 x 1 Lupo/Inepar.
No feminino, a maior surpresa foi a derrota do Leites Nestlé para o Macaé/Petrobrás por 3 a 1. Os outros resultados foram os esperados: Rexona 3 x 0 Força Olímpica/Petrobrás, MRV/Minas 3 x 1 Blue Life/Pinheiros e São Caetano 3 x 1 Recreativa/Ribeirão Preto.





