Rio - O paulista Luiz Incao, chef de uma das mais tradicionais cozinhas do Rio, a do Hotel Copacabana Palace, é o responsável pelo desafio de comandar o restaurante da Vila Pan-Americana, que servirá cerca de dez mil refeições diárias. O local custou R$ 32,3 milhões, tem 6.800 metros quadrados, capacidade para 2.250 pessoas e funcionará 24 horas para atender as delegações participantes dos Jogos no Rio.
Desde que entrou no projeto do restaurante da Vila do Pan, há dois anos e meio, Incao montou uma equipe com cerca de 300 pessoas, que se revezarão por três turnos de trabalho no local.
Luiz Incao destacou que o maior objetivo será o de satisfazer os atletas. Por isso, criou um menu variado, com ênfase em saladas e pastas. Mas não vão faltar as comidas típicas brasileiras. A intenção é a de trazer, até o início dos Jogos, em 13 de julho, 11 chefs de diferentes estados do Brasil para servir pratos com da culinária tradicional do País - avisou, no entanto, que feijoada e bebidas, como a caipirinha, estão fora do cardápio.
''Como trabalho no Rio, ficaria encarregado da cozinha do estado. O picadinho que tanto sucesso faz no Copacabana Palace será feito aqui. E poderemos ter outros pratos, como carne seca com abóbora'', contou Luiz Incao. ''E nada de bebida alcoólica. Temos ordem até para moderar em temperos, tipo a noz-moscada, porque podem interferir no exame antidoping, assim como o álcool.''
A previsão é a de que ao final do Pan e dos Jogos Parapan-Americanos sejam servidas um total de 440 mil refeições, incluindo café da manhã, almoço, jantar e lanches 24 horas. Para cumprir a meta, foram compradas 200 toneladas de alimentos, entre congelados, resfriados, secos, prontos e porcionados. Dentro desta lista estão: mais de 100 toneladas de carnes, entre vermelha, branca, pescados e embutidos, 90 toneladas de massa e 726 mil ovos.
Aos 63 anos, Luiz Incao esbanjou simpatia e satisfação por estar à frente do projeto. Aliás, o chef de renome internacional por pouco não terminou no futebol. ''Era zagueiro central. Só que na minha época a gente precisava de pistolão para jogar. O Pelé, por exemplo, queria começar no Corinthians e não conseguiu. Foi parar no Santos'', lembrou. ''Me colocaram para jogar no Botafogo (de Ribeirão Preto). Só que era longe. Aí, resolvi ir para o exterior estudar. Enquanto estava lá, joguei em Boston (EUA) e em Sydney (Austrália).''

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