RESSACA?
VISÃO DE JOGO -
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
MARCELO DAMATO<br>[email protected] 

Até ontem, o São Paulo era um dos líderes do Segundo Turno, ao lado do Cruzeiro. Com Muricy no banco, tinha desempenho de campeão. Tinha. Contra o Atlético-PR, a quem não vence em Curitiba desde 1983, derrota tricolor: 3 a 0.
Falando em diferenças, se existe um clube singular entre os maiores do Brasil é o Atlético-PR. É o único que construiu um belo estádio entre 1970 e a atual onda de arenas. É o único com dívidas pequenas, sejam fiscais sejam privadas. É o único que peita sua federação. Neste ano, jogou boa parte do Estadual com uma equipe de juniores, enquanto o time principal treinava e excursionava.
Também é o único que não sente a falta do estádio enquanto ele está sendo adaptado para a Copa. Cruzeiro, Galo, Flamengo, Fluminense, Bahia, a lista dos que choraram ou choram a falta de uma "casa" é longa.
E seu time joga diferente da maioria. Como o virtual campeão Cruzeiro, é muito ofensivo, ainda que deficiente na defesa. O time deixa espaços no meio, com os atacantes marcando com pressão e a defesa colocada em cima da linha da grande área.
Por isso, nos primeiros minutos, o São Paulo criou chances. Mas logo começou a errar passes e o Atlético foi criando chances. Aos 5 minutos, Ederson, sozinho na marca do pênalti, desperdiçou. Aos 12, Ganso perdeu a bola no meio, e Marcelo fez um belo gol na conclusão do contra-ataque. Nem o gol deu brio ao São Paulo. Aos 26, Luis Alberto marcou após escanteio. Em seguida, Paulo Miranda, em cima da linha, evitou outro.
No segundo tempo,Muricy abandonou a retranca e trocou o volante Denílson pelo atacante Osvaldo, mexendo em quatro posições. As mudanças deram certo por alguns minutos apenas. O Atlético, mesmo sem o mesmo ímpeto, fez mais um e ainda teve uma grande chance, que Rogério Ceni evitou - e a TV mostrou a cara que ele faz quando o time está uma peneira. Desse modo, o Tricolor jogou fora uma invencibilidade de dez jogos, seis no Brasileiro











