Responsáveis, garotos do futebol estréiam no Pan
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sábado, 14 de julho de 2007
Robson Morelli<br> Agência Estado 
Rio - A seleção brasileira masculina de futebol começa hoje, às 15h30, no Estádio João Havelange, contra o desconhecido time de Honduras, seu caminho em busca da medalha de ouro no Pan. Em campo, um grupo de garotos de até 17 anos, todos nota 10 em comportamento.
O Brasil do Pan tem um time de bons moços, muito diferente dos meninos de épocas passadas que já defenderam o País. Quem faz essa comparação é o próprio supervisor da equipe Sub-17, Humberto Rêdes, um ex-atacante hoje com 62 anos, que fez carreira modesta sobretudo no Botafogo (jogou no Olaria e Flamengo) e que agora tenta passar um pouco de sua experiência para os meninos do Brasil.
Rêdes foi contemporâneo de lendários jogadores como Nilton Santos, Garrincha, Gerson, Jairzinho e Roberto Dinamite. E ainda se lembra das diabruras dos colegas e dele próprio décadas atrás. ''Esses sim davam dor de cabeça a qualquer dirigente. E eu me incluía no grupo. Mas futebol naquele tempo era outro. Hoje, todos esses meninos que estão no Pan sabem que precisam ser sérios e profissionais para chegarem a algum lugar. Muitos deles já têm até caminhos traçados na carreira'', diz.
O futebol mudou. E mudou não somente o comportamento dos atletas, mais consciente nos dias atuais, mas também a maneira de eles se divertirem nas concentrações. Os meninos do Pan jogam videogame e a maioria tem seu próprio computador para falar com o mundo. Além, claro, dos celulares. ''No passado, nada disso existia. Nós brincávamos e bebíamos demais. Era comum que os mais novos passassem por isso para entrar no time, uma espécie de batismo.''
Na Vila Pan-Americana há uma boate. Para manter os meninos da seleção concentrados até a estréia, o técnico Lucho Nizzo pediu que eles não fossem mais dançar à noite, antes de horário de se recolher. Bastou um aviso para que os jogadores desaparecessem do lugar. ''Passamos lá só para checar e não vimos nenhum dos nossos'', disse Rêdes. Fosse no passado, seria difícil segurar um Garrincha longe das meninas.
Nem o mais experiente da equipe tem privilégios. Lulinha, o meia do Corinthians que já atua no profissional, recebe o mesmo tratamento dos demais. Nem quer ser tratado de forma diferente.


