Reservas podem ganhar chance ante Itália
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
Robson Morelli e Mateus Silva Alves<br>Agência Estado 
Fortaleza - Desde que juntou seus jogadores para a Copa das Confederações, Luiz Felipe Scolari conseguiu repetir a formação do time nas últimas três partidas, fato que não acontecia desde 2007. Uma de suas preocupações sempre foi definir os 11 jogadores e apostar em um sistema tático em que todos pudessem se ajudar. Ocorre que o técnico talvez tenha de mexer na equipe contra a Itália no jogo que definirá o primeiro colocado do Grupo A - o Brasil joga pelo empate por causa do salto de gols -, que tira do caminho a temida Espanha.
O coordenador Carlos Alberto Parreira admitiu que "está no ar" a possibilidade de Felipão poupar um ou dois ou três jogadores, já que o Brasil está classificado para a semifinal. O único problema de fazer isso é a Espanha. Se o Brasil perder para os italianos, o que seria um resultado normal, a seleção terá de encarar os espanhóis. O Brasil não está pronto para este confronto. Todos na comissão técnica disseram que o time está em formação e que precisa subir degraus para pensar em título de Copa do Mundo.
Felipão e Parreira têm batido muito na tecla de que a Copa das Confederações serve para o Brasil como teste de preparação da Copa, para montar um time e definir um esquema. Por isso, a dúvida de mexer ou não no time contra os italianos.
Paulinho acordou nesta quinta-feira ainda com dores no tornozelo esquerdo. Está em observação e tratamento. Tem mais dois dias para se recuperar. O médico José Luiz Runco garantiu que se não sentir a melhora de Paulinho, não pretende liberá-lo. "Não vamos jogar com ninguém no sacrifício". Em seu lugar, as opções são Hernanes e Fernando.
Há ainda a possibilidade de Felipão se valer do outro esquema tático que treina desde Goiânia, com Dante e Thiago Silva na defesa e o zagueiro David Luiz como volante. Este sofreu fratura no nariz contra o México em um lance acidental com Thiago Silva, mas foi confirmado.
Dependência
A extraordinária atuação de Neymar contra o México encantou os torcedores brasileiros e mereceu elogios em todos os cantos do mundo - especialmente na Espanha, onde o craque vai viver após a Copa das Confederações. Mas, por incrível que pareça, ela deixou evidente um problema que, se não for resolvido rapidamente, poderá colocar a seleção em apuros no resto da competição: a dependência excessiva do seu melhor jogador.
Na última quarta, Neymar não fez "apenas" o primeiro gol do Brasil e a linda jogada do segundo. Ele esteve envolvido em praticamente todas as ações ofensivas do time, seja chutando para o gol ou dando passes açucarados para os companheiros. Neymar foi o jogador mais acionado da equipe (recebeu 46 passes), muito mais do que seus colegas de ataque, que ficaram completamente ofuscados pela estrela da companhia.
Apesar de Neymar ter carregado a equipe nas costas contra o México, Parreira diz ter certeza de que a seleção não corre o risco de sofrer de "Neymar-dependência". "Essa Neymar-dependência podia acontecer no Santos, mas aqui, não", afirmou. "Não vai ocorrer porque nós não colocamos tanta responsabilidade sobre ele. Naturalmente, o Neymar vai se destacar, mas todos os grandes jogadores precisam de um grande time por trás para brilhar".


