Reservas do Paraná Clube estão com o moral elevado
Ed Carlos Rocha
De Curitiba
Se há males que vem para bem, o técnico do Paraná Clube, Leomir Souza, está sabendo bem o que é isso. Os constantes desfalques da equipe por contusão estão fazendo o treinador conhecer ainda mais o potencial de alguns reservas, que tem entrado em praticamente todos os jogos. E, segundo o treinador, o conhecimento dos atletas nos jogos poderá ser valioso na fase final da competição.
De acordo com Leomir, a troca constante de jogadores, que poderia ser um problema para a equipe, hoje é encarada como normal. Acabaram sendo boas essas mudanças porque confirmei que o grupo é bom. Agora sei realmente que poderei contar com os atletas, principalmente se houver necessidade na fase final, e isso me deixa mais tranquilo.
Na partida de amanhã contra o Francisco Beltrão, em Francisco Beltrão, por exemplo, mais uma vez alguns reservas estarão em campo. Desta vez os desfalques são o zagueiro Milton do Ó, que deixou o clássico de domingo contra o Coritiba sentindo dores no tornozelo esquerdo, e o atacante Fernando Diniz, que levou uma pancada no quadril. Marcos, com dores nas costas, também poderá ficar de fora. Por conta disso, Leomir nem estuda muito o que fazer. Vão entrar o André na zaga e o Marciano no ataque, disse.
Se Marcos não se recuperar, Neneca é a primeira opção. Outros titulares continuam de fora. O lateral-esquerdo Ronaldo Alfredo e o atacante Ilan ainda estão em tratamento e só devem voltar no jogo do final de sábado, contra o Malutrom. (toda a rodada do final de semana foi antecipada para o sábado).
E a confiança de Leomir nos reservas é tão grande que os jogadores que estão com dois cartões amarelos não irão receber orientações para forçarem o terceiro amanhã e, assim, entrarem livres na segunda fase. Dos titulares, Frédson, Ageu e Hílton estão pendurados.
Confiante no grupo, o treinador só espera maior atenção nos próximos jogos. Ele considerou normal o empate com o Coritiba depois da equipe estar vencendo por dois a zero, mas quer evitar um novo tropeço desse pela frente. Empatar num clássico, mesmo estando vencendo por 2 a 0 até no finalzinho da partida é normal. Só que temos que conversar para termos mais atenção nos próximos jogos e evitarmos deixar escapar a vitória.
Os jogadores também falam que não chegou a ser tão frustrante assim o resultado e que realmente só é preciso mais atenção daqui para frente. O empate foi normal, mas é preciso ter mais cuidado nos próximos jogos. Já tivemos duas situações iguais na final do Paranaense do ano passado e não podemos mais deixar isso se repetir, disse Lúcio Flávio.





