São Paulo - Assim que terminou o confronto entre Brasil e Paraguai, na semana passada, pelas Eliminatórias da Copa de 2006, os jogadores titulares, conformados com o fraco nível técnico da partida e o placar de 0 a 0, deram explicações as mesmas de sempre e seguiram para seus clubes. Os reservas saíram do Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, inconformados.
Não pelo fato de terem sentado no banco, o que é normal, mas por terem ficado com a forte impressão de que dificilmente terão alguma chance no futuro. Os mais aborrecidos são o meia Juninho Pernambucano, do Lyon, e os atacantes Luís Fabiano, do São Paulo, e Adriano, da Inter de Milão.
Tudo pelo estilo excessivamente conservador do técnico Carlos Alberto Parreira, que não se mostra muito adepto a variações, experiências. Os atletas não admitem falar sobre o tema publicamente.
Kaká, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, que formam o chamado trio de ouro, não fizeram praticamente nada na partida e, mesmo assim, não foram substituídos. Os três, pela fama e reconhecido talento, se tornaram intocáveis na seleção. Só deverão sair por contusão ou suspensão. O meio-campo também não funcionou. Mesmo assim, Parreira fez apenas uma alteração em Assunção. Pôs, na metade do segundo tempo, Juninho Pernambucano no lugar de Renato. Juninho voltou a Lyon, na França decepcionado. Achava que poderia ter entrado logo após o intervalo.
Luís Fabiano retornou ao CT do São Paulo desiludido. Chorou as mágoas com os amigos. Nas entrevistas, porém, procurou se controlar. ''É melhor não falar muito sobre isso...'' Limitou-se a comentar que estava otimista em entrar na equipe. ''Principalmente depois que o Adriano foi cortado do banco e eu passei a ser o único atacante na reserva.'' O ex-flamenguista Adriano não ficou nem no banco e voltou para Milão ainda mais descontente.
A justificativa de Parreira é o pouco tempo de treinamento. Por isso, gosta de usar as partidas para entrosar os titulares.

mockup