Reservas?
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de junho de 2006
Antonio Rocha Filhoe André Coutinho<br> Folhapress 
Dortmund - Parreira finalmente mudou a escalação e a forma de jogar da seleção. O time levou um susto com um gol do adversário, mas reagiu e goleou o Japão por 4 a 1, em Dortmund. Ronaldo desencantou e marcou dois gols. Com a vitória, o Brasil parte embalado para encarar Gana, nas oitavas.
Depois de muito mistério, o técnico Carlos Alberto Parreira trocou meio time e começou a partida com cinco alterações. Cicinho entrou na lateral direita, no lugar de Cafu. Gilberto substituiu Roberto Carlos, na lateral esquerda. O volante Gilberto Silva começou na vaga de Emerson. Juninho Pernambucano entrou na posição do volante Zé Roberto. No ataque, Robinho começou no lugar de Adriano. Como esperado, Ronaldo foi mantido.
Com um time mais jovem e mais leve em campo, o Brasil ganhou velocidade. O Japão não partiu para a frente. Ficou esperando para tentar o gol nos contra-ataques. Com Robinho na frente, a seleção ganhou opções de jogadas de ataque. Ele correu o campo todo até a intermediária da defesa para ajudar na marcação e buscar o jogo. Ronaldinho ganhou um parceiro para tabelar, e seu futebol brilhante reapareceu.
Mas a maior mudança foi com Ronaldo. Mesmo pesando 90 kg, o camisa nove estava pronto para voar. E voou. Ronaldo teve mais movimentação, correu atrás da bola, abriu espaços, tabelou com os companheiros e marcou a saída de bola da defesa. Logo aos 7 minutos pedalou na frente da zaga e chutou de esquerda. Kawaguchi desviou para escanteio. O goleiro foi o responsável por parar o Brasil no primeiro tempo. Defendeu bolas difíceis e evitou o gol em chutes de Ronaldo, Robinho e Juninho.
Com tanta força no ataque, o Brasil descuidou da defesa. E levou um susto. Aos 33 minutos, numa bobeada, o brasileiro Alex Santos, que joga pelo Japão, lançou a bola pela esquerda, nas costas da zaga. Tamada recebeu e fuzilou no ângulo de Dida.
Após o gol, o Brasil chegou a ser dominado. Mas impôs seu futebol. E a estrela de Ronaldo voltou a brilhar. Nos acréscimos, Ronaldinho levantou e Cicinho ajeitou de cabeça para Ronaldo, também de cabeça, empatar.
No segundo tempo, o entrosamento continuou. Aos 7 minutos, Ronaldo e Ronaldinho tabelaram, e o atacante chutou rente à trave. Juninho arriscou de fora da área. Na primeira falha do goleiro Kawaguchi, a bola entrou e o Brasil virou. No lugar de Zé Roberto, Juninho deu mais qualidade à saída de bola da defesa para o ataque, além de se tornar uma perigosa arma nos chutes de longe e nas jogadas de bola parada. Gilberto Silva ficou mais plantado entre os zagueiros, como o titular Emerson, com funções exclusivamente defensivas.
Os laterais reservas, mais jovens que os titulares Cafu e Roberto Carlos, mostraram boa velocidade. Mas, em alguns momentos, a defesa ficou desprotegida. As principais jogadas de ataque do Japão saíram nas costas dos laterais brasileiros. Bem no apoio, Gilberto marcou o terceiro gol brasileiro, aos 14 minutos, após receber bola de Ronaldinho.
No meio do segundo tempo, Parreira colocou Ricardinho no lugar de Ronaldinho e Zé Roberto na vaga de Kaká. Com isso, Juninho avançou. Para finalizar, em tabela com Juan, Ronaldo chutou da entrada da área e ampliou para 4 a 1, igualando o recorde do alemão Gerd Muller, com 14 gols em Mundiais.
BRASIL 4
Dida (Rogério Ceni); Cicinho, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Juninho Pernambucano, Kaká (Zé Roberto) e Ronaldinho Gaúcho (Ricardinho); Ronaldo e Robinho. Técnico: Carlos Alberto Parreira
JAPÃO 1
Kawagushi; Kaji, Tsuboi, Nakazawa e Alex Santos; Ogasawara (Koji Nakata), Hidetoshi Nakata, Inamoto e Nakamura; Maki (Takahara) (Oguro) e Tamada. Técnico: Zico
Árbitro: Eric Poulat (FRA)
Estádio: Westfalenstadion, em Dortmund
Gols: Tamada aos 33 e Ronaldo aos 46 minutos do 1º tempo; Juninho aos 8, Gilberto aos 14 e Ronaldo aos 36 minutos do 2º tempo


