Reserva não intimida Marcos Paulo
Lúcio Horta
De Londrina
A condição de reserva na equipe que vai disputar o Torneio Pré-Olímpico, em Londrina, está longe de deixar satisfeito o volante Marcos Paulo, 22 anos. Mas também não adianta ficar no banco e estar sempre chateado, com a cabeça baixa. Vamos brigar pela vaga, sempre respeitando os companheiros e pensando em ajudar a equipe. O fato de ser de reserva faz parte do jogo, disse ontem o jogador, durante entrevista coletiva.
Marcos Paulo sabe bem o que está falando. A expectativa de ser titular durante o Pré-Olímpico veio ainda o ano passado, no Paraguai, quando ele participou da equipe que disputou a Copa América. Na época reserva de Emerson, a idéia era que ele absorvesse experiência num campeonato difícil para jogar durante o Pré. Mas agora chegou o Mozart, em ótima fase, e acabou ficando com a vaga. O mesmo acontece no time que joga, o Cruzeiro (MG), onde ocupa a reserva do meia Ricardinho.
A Copa América foi uma experiência muito boa, mesmo ficando no banco. O contato com o treinador, principalmente, foi muito importante. Agora não é diferente, diz o volante que jogou na Copa das Confederações, também no ano passado, e marcou um golaço contra a Nova Zelândia. Hoje, o Baiano e o Mozart estão melhores, mas a gente está treinando e as coisas podem mudar. Porque também não adianta brigar com o treinador. Vou trabalhar e, se a oportunidade aparecer, estarei pronto, completa.
No Cruzeiro, a disputa pela vaga é caseira. Ricardinho, além de jogar na mesma posição e ser da mesma cidade que ele, no interior de Minas, é casado com a irmã da noiva de Marcos Paulo. Mesmo assim o volante não descarta a possibilidade de mudar de time, este ano, para ter a chance como titular o concunhado fez um ótimo Campeonato Brasileiro e é titular absoluto, embora haja especulações sobre a transferência dele para o Palmeiras.
Não sei de nada da transferência do Ricardinho, desconversa. E no meu caso, não dá para pensar em mudar de time agora. Minha cabeça está totalmente voltada para a Seleção.
Briga dura Quem não tem conseguido acompanhar os treinos da Seleção Brasileira em Londrina pode ter certeza que a briga por uma vaga no time titular é acirrada. Ninguém está tirando o pé nas divididas. Fora de campo, porém, o discurso dos jogadores é praticamente o mesmo: O importante é estar entre os 20 convocados.
Os zagueiros Cris e Luís Alberto, que até a convocação pareciam estar certos no time titular, dizem que ficar na reserva de Fabio Bilica e Álvaro não é demérito algum. Só o fato de estarmos entre os convocados já mostra que somos privilegiados, afirma Cris.
Para Luís Alberto, um lugar entre os titulares é algo que todos almejam, mas ele alerta para o profissionalismo e a união do grupo: Estamos torcendo para que os companheiros que vão jogar se destaquem e, se pintar uma chance, vamos agarrá-la com as duas mãos, diz.Volante, que foi banco na Copa América e é também no Cruzeiro, garante que está na briga por uma vaga no time de Luxemburo
Milton DóriaCONFIANTEMarcos Paulo (de colete): Vou trabalhar e, se aparecer a oportunidade, estarei pronto para entrar no time





