Rio, 20 (AE) - O atacante Caio, ex-Santos, já está totalmente adaptado ao Flamengo, no qual é festejado como reserva de luxo. "Nunca tive tratamento igual ao que estou recebendo aqui no Flamengo." Ele diz emocionar-se toda vez que os flamenguistas gritam o seu nome no decorrer das partidas. Do banco de reservas
Caio costuma acenar para o público, mas sempre de maneira contida para não melindrar ou causar mal-estar aos titulares.
Caio contesta a afirmação de que os cariocas não gostam muito de trabalhar e afirma que a preguiça atribuída a uma parcela dos fluminenses se trata de um mito. No futebol, segundo ele, isso ocorre algumas vezes por causa do calor e não por relaxamento. "No Rio, a gente treina um pouco menos do que em São Paulo, mas não é por acomodação." Para ele, os cariocas destacam-se por serem muito brincalhões e acessíveis.
No Rio, Caio gosta de ir a restaurantes e a cinemas e, de vez em quando, passa algumas horas no Café do Gol, o bar temático de Romário, na Barra da Tijuca, na zona oeste. Ele tem muitos amigos na cidade. Alguns deles, afirma, nem ligam para futebol. Nos raros momentos de folga, passeia com a namorada ou com os parentes que chegam de São Paulo, nos fins de semana, para visitá-lo.
Caio jogava em Santos antes de chegar ao Rio e faz algumas comparações entre as duas cidades. "A grande diferença é que em Santos as pessoas dão muita importância ao que você faz fora de campo." Ele garante que sua namorada não se incomoda com o assédio de torcedoras. "Ela é compreensiva."

mockup