Resende pede 'boa vontade' aos árbitros
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terça-feira, 11 de abril de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O presidente da Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol da CBF, Edson Resende, garantiu ontem que os árbitros que apitarem nas três divisões do Campeonato Brasileiro terão o respaldo tanto da comissão como da entidade em caso de erros. Entretanto, o dirigente cobrou uma postura ética e correta dos responsáveis por conduzir as partidas no Brasileirão que começa neste final de semana. ''Vocês vão errar, são humanos. Vamos analisar esses erros e ver se são normais, ou cometidos por desleixo, falta de condicionamento ou outra coisa. Vocês terão todo o respaldo da CBF e da Comissão. Mas pedimos o mínimo de boa vontade nos jogos em que vão atuar'', cobrou.
Resende falou por cerca de uma hora, ontem à tarde, durante o Congresso Técnico do Brasileirão 2006, transmitido por vídeo-conferência para todo o Brasil. O presidente também fez um alerta. ''Quando errarem, não tentem compensar, senão vão cometer dúzias de erros''.
As orientações do comando nacional da arbitragem são importantes para os árbitros que não têm experiência em jogos do Campeonato Brasileiro. ''É muito bom esse contato entre direção e árbitros. Hoje, encaramos tanto a comissão nacional como a estadual como amigos, que te dão o respaldo e isso é muito importante. Se entramos para o jogo sob pressão e cometemos um erro, ficamos com aquilo na cabeça e podemos nos perder. Com o respaldo, os erros vão diminuir'', avaliou o apucaranense Sandro Schimdt, no quadro da CBF desde 1998, mas que nunca apitou na Série A.
A palestra de Resende foi voltada principalmente para árbitros como Schimdt, ''os calouros'' da Primeira Divisão. ''Aos árbitros novos, lembrem-se que são as mesmas 17 regras dos campeonatos estaduais, são os mesmos 11 jogadores. E ainda melhor, não tem aquela pressão e rivalidade regionais'', disse o presidente. ''Confie na sua capacidade''.
Resende também exigiu o combate à violência dentro de campo. Ele quer os árbitros apitando de forma enérgica e sem tolerância com as atitudes violentas. ''Não podemos deixar os cabeças de bagre serem nivelados aos bons tecnicamente através da violência. Quem não cumprir as normas (árbitros), vai para o banco'', avisou.
Em Londrina, além de Schimdt, ouviram as palavras de Resende os árbitros Nilo Neves de Souza Júnior, Antônio Denival de Morais e Héber Roberto Lopes, que também faz parte do quadro da Fifa, e os assistentes Gilson Coutinho, Aparecido Donizete Santana e Faustino Vicente Lopes. O presidente da Comissão de Arbitragem do Paraná, Afonso Vítor de Oliveira também participou.
Da lista, Héber é o único com experiência em jogos da Série A. Ele avaliou como fundamental essa orientação aos que estão chegando à elite do futebol brasileiro. ''É importante essa padronização da arbitragem. No mínimo isso vai harmonizar a forma de atuação e ajuda os mais novos. É um trabalho semelhante ao que vem sendo feito pelo Afonso no Paraná'', elogiou.


