Representante do COI defende Scheidt
Rio, 18 (AE) - A pedido da diretoria do Grêmio, o representante da comissão antidoping do Comitê Olímpico Internacional (COI), Eduardo de Rose, reuniu-se hoje com auditores da Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) para defender o zagueiro Scheidt, do Grêmio e da seleção, acusado de ter ingerido a substância dehidroepiandrosterona (DHEA), proibida pelo COI, antes do jogo Grêmio x Flamengo, em 21 de março, pela Copa do Brasil. "É preciso que se faça um exame mais detalhado para saber qual a origem do DHEA no organismo do jogador", declarou.
Esse exame, chamado de spectrofotometria de massa, com análises isotópicas, não pode ser feito no Brasil, de acordo com Rose. "Só em grandes centros de referência internacional, como nos Estados Unidos e na Europa." Rose afirmou que a substância não é um esteróide anabolizante e normalmente é indicada, nos Estados Unidos, para tratamento de disfunções sexuais, diabetes e mal de Parkinson, em pessoas idosas.
Rose disse que o estresse pode produzir a substância em algumas pessoas. "Se o Scheidt tem essa predisposição, ele poderia ter produzido alta quantidade de DHEA na véspera do jogo com o Flamengo, por causa da tensão em ter de marcar o Romário, por exemplo." Para o integrante do COI, seria uma injustiça punir o jogador sem saber a origem do problema. O TJD vai julgar o caso no dia 25.





