Repórter vai processar clube e seguranças
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O repórter Sérgio Ribeiro, da rádio Brasil Sul, entrará hoje ou amanhã com uma representação criminal contra os seguranças contratados pelo Londrina que o agrediram a socos e pontapés no Estádio VGD, após o jogo em que o Tubarão venceu o Nacional de Rolândia por 6 a 2. O repórter informou que primeiro conversará com seu advogado para saber como irá proceder, mas antecipou que processará o Londrina pelo ocorrido (leia os detalhes no texto ao lado) e, provavelmente, também a empresa Tigre Apoio e Serviços Ltda., responsável pelos porteiros que trabalham nos jogos do clube.
Ribeiro registrou Boletim de Ocorrência no plantão da 10Subdivisão Policial após as agressões. Um funcionário da delegacia informou ontem que um inquérito policial só será aberto depois que a vítima fizer a representação criminal no 1º Distrito Policial, que não funcionou durante o feriado.
O repórter conversou ontem com a Folha e estava ainda com um galo na cabeça, em função da queda que sofreu após um soco, e disse que estava sem respirar pelo lado esquerdo do nariz, além de ter perdido um dente. ''Foi uma covardia e isso é grave porque daqui a pouco não poderemos mais fazer o nosso trabalho no estádio. É um absurdo o clube querer tirar o foco da incompetência da equipe em alguns jogos e buscar atribuir a crise à imprensa'', afirmou Ribeiro, referindo-se ao boicote de entrevistas à Brasil Sul, determinado pela diretoria há duas semanas.
E foi justamente a proibição aos atletas de darem entrevista à emissora que motivou as agressões. O repórter ouviu alguns atletas no microfone durante o aquecimento e tentou ouvir o atacante Alan após a partida, enquanto o mesmo dava autógrafos a torcedores. Foi quando chegou o chefe da segurança e impediu a entrevista, dando empurrões, segundo o radialista. Os ânimos se acirraram e quando houve a oportunidade, os responsáveis partiram para cima do repórter.
O presidente do LEC, Peter Silva, foi procurado pela reportagem, que deixou recado em seus dois celulares, mas ele não havia retornado ligação até o fechamento desta edição. O vice-presidente de futebol, Pérsius Sampaio, disse que a diretoria conversará sobre o assunto amanhã em uma reunião. Sampaio informou que ainda não havia conversado com os seguranças responsáveis pelo serviço de portaria do VGD.
Apesar de ter visto parte da confusão envolvendo o repórter, Sampaio evitou envolver o nome do clube. ''Nós não temos seguranças e sim porteiros. Quem faz a segurança do espetáculo é a Polícia Militar. Ela é que tem que investigar isso e apurar os culpados'', esquivou-se.
A reportagem insistiu que entre os que se envolveram nas agressões estavam seguranças uniformizados, que trabalham próximos à portaria e ao alambrado. O dirigente disse então: ''Pode ter sido o porteiro que cuida do alambrado. Mas não se pode acusar ninguém sem prova''.
Sampaio reconheceu que foi um ''fato lamentável que jamais poderia ter ocorrido no VGD'' e lembrou de ter ido à delegacia após o fato para ''prestar solidariedade'' ao repórter.


