O Report/Suzano precisou de pouco mais de uma hora para derrotar a Ulbra/Pepsi por 3 a 0, com parciais de 25/19, 25/21 e 25/23, terça-feira à noite, na cidade gaúcha de Canoas. Com saque forçado e disciplina tática, o time paulista venceu com tranquilidade e agora empata a série melhor-de-cinco por 1 a 1 na decisão do título da Superliga Masculina de Vôlei.
Para o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg, que acompanha o time, a grande virtude do time de Suzano na partida de ontem foi ‘‘legitimar o gosto da alegria’’ no esporte. ‘‘A equipe jogou solta e conseguiu combinar o físico com o psíquico’’, observa o psicólogo, que conversou com o técnico Ricardo Navajas, do Report, três vezes pelo celular durante o jogo. ‘‘O time esteve limpo, sem angústia e a vitória veio tranquila.’’
Contratado nas quartas-de-final da Superliga, quando o Report/Suzano estava ameaçado de ser eliminado, Goldberg diz ter assumido um grande risco. ‘‘A situação era difícil, tive receio no início, mas resolvi encarar como um desafio’’, diz o psicólogo, que qualifica seu trabalho como de análise de comportamento. Nas dinâmicas de grupo, Goldberg tem conversado especialmente com Ricardo Navajas e com os jogadores mais dispostos na terapia. ‘‘Os problemas estavam no campo da emoção e os resultados surgiram mais facilmente do que o esperado’’, admite.
Se as conversas foram importantes no aspecto psicológico, o trabalho de quadra de Navajas ajudou muito. Ele fez diversas alterações táticas no time, deslocando novamente Max para a ponta e escalando Alexandre Sloboda no meio-de-rede. Com isso, o Report ficou com um time mais alto e consistente no bloqueio. ‘‘As mudanças deram certo neste jogo, mas sei que terei de fazer novas alterações para sábado’’, diz Navajas, referindo-se ao terceiro jogo da série, novamente em Canoas.

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