O Report/Suzano fez ontem uma lista de reivindicações a ser entregue à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para enfrentar hoje, a partir das 20h30, o Olympikus, no último jogo das semifinais da Superliga Masculina, no Ginásio do Grajaú Country Club, no Rio. A principal exigência é de maior segurança para a comissão técnica e reservas da equipe. O presidente da Associação Report, Ênio Ribeiro, disse ter sido coagido e agredido pelo presidente do Grajaú, Hélio Barbosa.
Ele afirmou ainda que seus atletas foram constrangidos pela torcida, com o incentivo dos seguranças contratados pela Olympikus e que não gostaria de jogar mais no Grajaú. ‘‘O ginásio não oferece segurança e, por isso, mostramos nosso interesse de jogar em qualquer lugar do planeta menos no Grajaú’’, comenta. ‘‘Só aceitei a elaboração da lista de reivindicações a pedido da CBV e para não chegar à medida extrema que seria o W0.’’
Ribeiro admite que não houve tragédia no jogo de sábado, o segundo do playoff. ‘‘Não aconteceu nada de grave porque perdemos o jogo’’, lembra. A Olympikus quer distância da confusão. ‘‘Estamos treinando para o jogo e o Report que se entenda com a CBV’’, diz o supervisor Joca Zappoli. ‘‘Ganhamos o direito de fazer o jogo decisivo em casa, no Grajaú, e não vamos abrir mão deste direito.’’
Já o superintendente-técnico da CBV, Marcos Pina, garante que o Report terá as condições adequadas para jogar. ‘‘Vamos reforçar a segurança, afastar um pouco o público da quadra e dar as melhores condições para a realização da partida’’, afirma o dirigente.

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