Reparos na Vila do Pan chegarão a R$ 500 mil
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terça-feira, 29 de maio de 2007
Agência Estado 
Rio - Os custos para os reparos dos danos causados por dois acidentes na Vila Pan-Americana devem chegar próximos dos R$ 500 mil, mas ainda não houve definição sobre quem arcará com as despesas. A Agenco, responsável pela construção dos prédios da Vila, se pronunciou até agora apenas por e-mail, no qual admite imprevistos na ''sustentação das redes externas das companhias concessionárias, em alguns pontos localizados, com reflexo em jardins, vias e calçadas.''
A SaneRio, empresa contratada pela prefeitura para, entre outros compromissos, construir vias de acesso ao condomínio, ainda não quis se manifestar oficialmente sobre os acidentes.
Os problemas na Vila do Pan, com destruição parcial de lajes e estacas, após afundamento de solo, são objetos de análise de um perito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e de uma comissão do Conselho Regional de Engenharia (Crea) do Rio, que realizou ontem a visita de inspeção ao local de um dos acidentes, na via reservada para atletas, a de número 5.
O ritmo de trabalho no local está intenso. Na faixa destruída da via 5, superior a 200 metros contínuos, operários trabalhavam sob o olhar preocupado de engenheiros da Agenco. Há o temor de que a via não esteja recuperada até o dia 3 de julho, data prevista para a chegada dos primeiros atletas à Vila do Pan - os Jogos do Rio começam no dia 13 de julho.
Para tentar acelerar o trabalho de reparo e diminuir os custos, engenheiros estudam a hipótese de não retirar as estacas quebradas na via 5 e fincar outras ao lado das que sofreram processo de ruptura.
O vereador Eliomar Coelho (PSOL), que conseguiu a aprovação de uma CPI no Rio para apurar em detalhes os gastos com o Pan, disse que a Câmara de Vereadores do Rio vai querer ter acesso ao projeto da Vila, a fim de saber se ''a análise do solo no local dos acidentes foi bem feita'' ou ''se não foi seguida à risca''.
Ele quer também um esclarecimento público dos responsáveis pela obra sobre o que provocou os acidentes - em abril e em maio - e ainda informações a respeito do comprometimento ou não dos prédio. ''No mínimo, houve certa displicência na execução das obras. E isso é muito preocupante'', afirmou o vereador Eliomar Coelho.


