Renovação de Josué preocupa o São Paulo
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Agência Estado 
São Paulo - Se para o torcedor já era difícil imaginar o São Paulo sem Mineiro, o que dizer do meio-de-campo também sem Josué? O volante é uma das unanimidades são-paulinas, apontado como motorzinho do time e, principalmente, um dos ''intocáveis'' do técnico Muricy Ramalho. Não é à toa que, além dele, somente mais três jogadores participaram como titulares de todas as partidas da equipe no ano (o goleiro Rogério Ceni, o zagueiro Miranda e o meia-atacante Leandro).
''Ele não é só um volante. Não fica só na marcação, também arma as jogadas, chega na frente e ainda faz gols'', elogiou Muricy, ao falar sobre a importância de Josué para o São Paulo.
Em dois anos de São Paulo, Josué fez apenas sete gols - o último, na goleada por 4 a 2 sobre o América, sábado, pelo Paulistão. Em compensação, é o terceiro do atual elenco que mais atuou no clube: 133 vezes. Só perde para Rogério Ceni (714) e Júnior (141).
A importância dele para o time é tanta que, desde o ano passado, a diretoria já se mobiliza para cuidar da renovação do contrato que termina no fim de 2007. Os dirigentes não querem que o caso de Josué tenha o mesmo desfecho de Mineiro, que viu seu compromisso com o clube acabar em dezembro de 2006 e acertou transferência para o Hertha Berlin, da Alemanha. ''A diretoria já demonstrou interesse. Eu também demonstrei em permanecer, mas nem tivemos a primeira conversa ainda'', contou Josué, sem pressa para resolver sua situação.
Negócios - A diretoria tem esperanças de que a situação do meia/lateral Jorge Wagner seja finalmente resolvida na próxima semana. Ele já está treinando há mais de 10 dias no clube, mas depende da liberação da Fifa para vestir a camisa são-paulina.
O problema é que Jorge Wagner já atuou em dois clubes diferentes no período de um ano (Inter e Betis, da Espanha) e a transferência para o São Paulo ultrapassa o limite estabelecido pela Fifa. Mas, como a entidade abriu exceções no caso de Mascherano (Liverpool) e Romário (Vasco), o São Paulo acha que terá sucesso. ''A Fifa deve finalmente se pronunciar. Vamos aguardar'', comentou Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo.
Enquanto isso, o São Paulo anunciou ontem a saída do zagueiro Alex, que foi emprestado ao Botafogo até o final do ano. Aos 24 anos, ele era a última opção de Muricy para formar a defesa do time são-paulino.


