Para Renê Santana, o ofício de técnico é duas vezes ingrato. Se a maioria mal consegue suportar as pressões, cobranças e a instabilidade da profissão, para ele é ainda pior porque sabe que sempre vai ver a torcida comparando seu desempenho ao de seu pai, o legendário Telê Santana. Renê sabe que toda vez que estiver no banco, a torcida vai esperar por um time tão técnico quanto o de seu pai nos tempos de seleção brasileira nas Copas de 1982 e 1986 e no São Paulo nos títulos mundiais em 1992 e 1993. No sábado, antes da estréia no Rio Branco, de Americana, Renê foi demitido. O motivo: divergências com integrantes da diretoria que passaram a fazer cobranças repentinas pelos resultados dos amistosos e com alguns funcionários mais antigos, que tentavam interferir em seu trabalho.

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