René Simões deixa Portuguesa após ameaças no vestiário
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Folhapress 
São Paulo - O técnico René Simões pediu demissão da Portuguesa ontem, após ter relatado na noite de anterior um episódio de intimidação dos jogadores e da comissão técnica nos vestiários por um grupo de cinco homens, quatro deles armados.
O incidente aconteceu após a derrota por 2 a 1 para o Vila Nova, no estádio do Canindé, pela 20ªrodada da Série B do Campeonato Brasileiro, resultado que deixou o time em nono lugar, com 28 pontos.
Na entrevista coletiva concedida depois do jogo, Simões disse que que cinco homens, quatro deles armados, entraram no vestiário para intimidar os atletas. Nunca vi em nenhum lugar do mundo o que aconteceu dentro daquele vestiário. Nem em jogos de gueto aconteceu algo desta proporção. Entrar gente armada no vestiário, isso é gravíssimo. Que mundo é esse?, afirmou o treinador.
A Portuguesa emitiu ontem um comunicado oficial em que afirma que foram conselheiros do clube que protagonizaram o episódio. A nota diz que a entrada dos conselheiros, acompanhados de seguranças que, segundo o próprio clube, são policiais militares, foi permitida.
Ocorre que o conselheiro Antônio José Vaz Pinto (Toninho da Divena), acompanhado pelo conselheiro Vitor Manuel Macedo Diniz (Vitinho) e por dois seguranças pessoais (policiais militares), teve acesso a tal área restrita, após se identificar à segurança do clube, como faz em todos os jogos, explicou a nota.
Apesar de descartar o uso da expressão invasão, a Portuguesa recriminou a atitude de Vaz Pinto, que segundo a nota proferiu impropérios ao grupo de jogadores e membros da comissão técnica, demonstrando total descontrole.
O clube prometeu tomar medidas cabíveis contra o conselheiro e registrar um boletim de ocorrência.


