Curitiba - O clássico, o 339º da história dos atletibas, deverá ficar marcado pela participação efetiva dos treinadores. Dos dois lados, técnicos idolatrados pela torcida e com objetivos diferentes. Geninho buscava o título do Campeonato Paranaense e René Simões tentava atrapalhar, além de recuperar o Coritiba após o vexame contra o Iraty, na semana passada.
No duelo, melhor para René, que surpreendeu ao escalar o zagueiro Pereira e empurrar Rodrigo Mancha para a função de volante. "Se o título não vier, pelo menos ganhamos o ‘campeonato’ Atletiba", afirmou René, que comandou o time do banco de reservas.
Do lado rubro-negro, Geninho começou o jogo com uma formação considerada mais experiente, com a presença do irregular Júlio César no ataque, quando todos esperavam por Wallyson. No meio, escalou apenas um volante, pouco combativo durante a partida. O resultado foi um passeio alviverde no primeiro tempo.
"Foi o placar do primeiro tempo que definiu o jogo. O Coritiba teve muito espaço para trabalhar. No segundo tempo, na gana de buscar o terceiro gol, sofremos o terceiro. Naquele momento o alto-falante anunciou a vitória do Nacional e a empolgação da torcida fez com que fôssemos buscar o resultado. Mas ainda dependemos de nós para buscar o título", afirmou Geninho.
Além da já conhecida motivação de René, um episódio antes do jogo teria inflado ainda mais o time coxa-branca. Pela manhã, havia no site oficial do Atlético uma reportagem sobre uma comemoração antecipada do título rubro-negro. A direção do clube diz desconhecer o material e prometeu investigar o assunto. (D.R./ D.R.)

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