Renault se empolga com a boa fase
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segunda-feira, 21 de março de 2005
Das Agências 
Kuala Lumpur - Em 1994, o diretor-geral da equipe Benetton chamava-se Flavio Briatore. Seu principal piloto, o alemão Michael Schumacher, de 25 anos e uma jovem estrela ascendente na Fórmula 1. Este ano, o diretor-geral do mesmo time, mas desde 2002 com o nome Renault, é também o italiano Briatore e, como naquela época, conta com um piloto bastante moço ainda, tido por muitos como futuro campeão, Fernando Alonso, espanhol de 23 anos.
Depois da vitória de Alonso e da Renault no GP da Malásia, domingo, o segundo sucesso da equipe em duas etapas disputadas nesta temporada, Briatore afirmou: ''Alonso pode assumir o papel de Schumacher e nós o da Benetton em 1994.''
Schumacher dominou a temporada da 94, conquistando seu primeiro título na Fórmula 1 foi também o primeiro da Benetton. E, assim como está acontecendo agora em 2005, a equipe venceu as duas primeiras etapas, no Brasil e no Japão. ''Por favor, não vão dizer que falei que Alonso é o novo Schumacher, apenas que Alonso pode seguir a mesma trajetória de Schumacher na conquista do nosso primeiro Mundial'', fez questão de dizer Briatore, que é também empresário do piloto espanhol.
Com a terceira colocação na corrida de abertura do campeonato, dia 6, em Melbourne, e a espetacular vitória no circuito de Sepang, domingo, Alonso soma 16 pontos, líder absoluto da temporada 2005 da Fórmula 1. E é seguido por seu companheiro na Renault, o italiano Giancarlo Fisichella, que ganhou na Austrália mas que não marcou pontos na Malásia por envolver-se num acidente com Mark Webber, da Williams.
A Renault nunca foi campeã com sua própria equipe, mas chegou ao título de contrutores com a Williams em 1992, 1993, 1994, 1996 e 1997, até retirar-se da competição. Seus motores criaram referência na Fórmula 1. Agora, a escuderia tem uma chance real de dar aos franceses o Mundial como time completo, o que não conseguiu na sua primeira passagem pela Fórmula 1, de 1977 a 1984.
Crise da Ferrari Presidente da Formula One Management (FOM), entidade que controla os interesses comerciais da F-1, Bernie Ecclestone disse ontem que a crise vivida pela Ferrari neste início de temporada é boa para a categoria. O dirigente fez até piada com uma possível conquista de título mundial do italiano Giancarlo Fisichella, da Renault, sobre a Ferrari.
''Isso (o resultado da Ferrari em Sepang) não foi ruim, não é? Vamos ver o que acontece depois. Mas imagine a manchete 'Italiano derruba Ferrari!'. Seria sensacional'', ironizou Ecclestone.
Por outro lado, o diretor-técnico da Ferrari, Ross Brawn, disse que a equipe jamais pode ser menosprezada e que a reação virá em menos tempo do que os adversários esperam. A Ferrari deve estrear o modelo F2005 já no GP do Bahrein, terceira etapa do Mundial, mas Brawn não confirmou a informação. ''Estamos analisando o que precisará ser feito nas próximas semanas porque não fomos bem o suficiente na Malásia. Acredito muito em todos que trabalham aqui e que possamos mudar a situação em breve'', declarou Brawn.


