O volante Renato será intimado pessoalmente hoje pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol para dizer se aceita ou não o benefício de não ser julgado em seu processo de falsificação de documentos. Para não ir a julgamento, conforme sugestão do procurador do TJD, Carlos Marinoni, o atleta tem que doar cem cestas-básicas a familias carentes, prestar servicos à comunidade e ficar dois anos sem cometer nenhuma infração.
O procurador do jogador e o departamento jurídico do clube tinham até ontem para se pronunciar, mas preferiram deixar nas mãos do TJD a definição. ‘‘Não concordamos, nem discordamos, apenas vamos deixar o tribunal decidir para depois vermos o que podemos fazer’’, explicou Marcelo Ribeiro, procurador de Renato.
Segundo o presidente do TJD, ítalo Tanaka Júnior, ‘‘não existe isso de concordar ou não’’ e, por isso, o jogador vai ser intimado pessoalmente para se pronunciar se aceita o benefício ou prefere ir a julgamento. Renato, que já deu declarações dizendo que achou justa a sugestão do procurador, tem até a próxima segunda-feira para se manifestar.
Ítalo esclareceu ainda que se o jogador aceitar a pena alternativa, junto com todas as implicações, como a de não poder ser expulso de campo pelos próximos dois anos, as obrigações continuarão valendo mesmo no caso de uma transferência para outro clube, até mesmo do exterior.

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