A escolha de Renato Martins por Leandro Totti não foi à toa. A favor do piloto de 35 anos, radicado em Londrina, pesaram, não só os títulos brasileiro e sul-americano de 2012 – os primeiros na Fórmula Truck -, e o melhor momento da carreira, como as características parecidas com o novo chefe: Renato Martins.
"Sempre vi nele um espírito de vencer parecido com o meu. Sempre conversamos muito, desde a época em que ele andava na equipe do Gardenal (a extinta Londrina Truck Racing), e inclusive neste ano que ele foi campeão, a gente se encontrava nos bastidores e eu dava vários conselhos", revela Martins. "Eu queria alguém para me substituir à altura e escolhi o Totti", endossou o chefe dos caminhões da Man.
Se a escolha por Totti não foi assim tão difícil, o mesmo não se pode dizer da atitude de largar as pistas, mesmo que temporariamente. "Na realidade, não me aposentei. Vi uma estratégia melhor para a equipe, que vai ter um desenvolvimento cruel este ano. Foi muito difícil, mas decidi parar e gerenciar a coisa, pois além de todo o trabalho interno, se estivesse dirigindo o caminhão ainda, não teria como ajudar tanto. De 2006 para cá, funcionou muito bem, mas agora o trabalho vai ser muito grande", observa Martins, que já faz planos de voltar à cabine ano que vem. "Eles que não se cuidem e não busquem os resultados que ano que vem volto no lugar de um deles", brincou o dono da equipe.
Mesmo com as mudanças – para melhor – no caminhão e uma equipe de pilotos forte, Martins não acredita num campeonato fácil. "O prazo nos pegou, estamos conversando aqui ao lado de dois caminhões, mas tem três para terminar até amanhã (hoje) de tarde. Por tudo isso, acho que a partir da terceira corrida, nós vamos estar na briga. Vai ser um campeonato muito difícil", encerra. (R.S.)

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