O técnico Renato Gaúcho culpou o árbitro argentino Germán Delfino pela primeira derrota do Grêmio nesta edição da Copa Libertadores. Na noite desta quarta, o time gaúcho foi batido, de virada, pelo Deportes Iquique por 2 a 1. Para o treinador do time brasileiro, o juiz foi determinante no lance dos dois gols da equipe chilena, em Calama.

O primeiro gol dos anfitriões surgiu em cobrança de pênalti, duvidoso, em dividida de Dávila, que tentou cabecear em dividida na qual Ramiro entrou com pé muito alto. O árbitro assinalou a penalidade. No segundo gol, Renato Gaúcho disse não ter visto falta de Pedro Rocha que originou cobrança certeira de Torres.

"Não gosto de falar de arbitragem, sempre falo isso. Mas a gente trabalha a semana toda, se prepara, faz um gol fora de casa e perde por dois erros fatais da arbitragem. No pênalti, não houve. No segundo, não houve a falta do Pedro", criticou o treinador. "Hoje temos que falar mais da arbitragem do que aconteceu dentro do campo."

Renato Gaúcho evitou comentar a atuação gremista, abaixo da média nesta Libertadores. "A minha equipe não esteve numa grande noite, mas foi muito bem. Não vou falar do que a equipe fez de certo ou errado. Mas hoje vou falar só da arbitragem. A gente não perdeu na malandragem, nós perdemos para a arbitragem", reclamou.

Com a derrota, o Grêmio perdeu a chance de sacramentar já nesta rodada do Grupo 8 a vaga nas oitavas de final. O time gaúcho se classificava com antecedência mesmo em caso de empate. Com o revés, terá que empatar na rodada final, contra o Zamora, no dia 25, na Arena Grêmio.


Eduardo Baptista culpa gramado por derrota do Palmeiras na Bolívia

O técnico Eduardo Baptista disse que o gramado prejudicou muito o Palmeiras na derrota por 3 a 2 para o Jorge Wilstermann, em Cochabamba, na Bolívia, pela Copa Libertadores, na noite de quarta-feira. O resultado não tira a liderança do time no Grupo 5 e exige na próxima rodada um empate no Allianz Parque, dia 24, contra o Atlético Tucumán, para garantir a classificação às oitavas de final.

Na entrevista coletiva após o jogo, o treinador afirmou que o piso seco e de má qualidade atrapalhou o rendimento da equipe. "O time do Palmeiras é muito técnico e tenta usar a bola no chão. Tivemos muita dificuldade com isso. Fizemos um bom primeiro tempo até levar os gols. Mas quando tentamos jogar, fomos muito atrapalhados pelo campo e o Palmeiras tem como característica jogar com a bola no chão", disse.

Se conseguisse o empate, o Palmeiras retornaria ao Brasil garantido na próxima fase e com o primeiro lugar do grupo confirmado. "Perdemos muito a bola e demos muitos contra-ataques. Além disso, também não fizemos um bom jogo. Vacilamos em cinco minutos e tomamos dois gols no primeiro tempo. Até tentamos recuperar com as substituições, mas não foi suficiente", comentou Eduardo Baptista. "Foi mais mérito do Wilstermann por conhecer o campo, a atmosfera. Nós tomamos dois gols em que erramos o tempo de bola", explicou o treinador.

O elenco terá agora uma pausa de dez dias até o próximo compromisso. O Palmeiras só volta a campo em 14 de maio, quando o recebe o Vasco, no Allianz Parque, pela rodada de abertura do Campeonato Brasileiro. Três dias depois, também em casa, a equipe vai estrear na Copa do Brasil, com o jogo válido pelo confronto de ida das oitavas de final contra o Internacional.

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