Renato ganha vaga na legião estrangeira
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terça-feira, 16 de março de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O meia Renato, do Santos, deve ser o único atleta em atividade no País a vestir a camisa titular da seleção brasileira no jogo com o Paraguai, dia 31, em Assunção, pelas Eliminatórias do Mundial de 2006. Ele está na lista (veja quadro ao lado), anunciada ontem, dos 22 convocados para a partida e saiu na frente na disputa da vaga com Kléberson, do Manchester United.
''O Kleberson ficou na reserva de seu clube nas últimas quatro semanas. Isto pesa na definição'', disse Parreira, ao falar sobre a possibilidade de Renato ser escolhido para sair jogando. Depois, o treinador lembrou de outra opção para o setor: Juninho Pernambucano. Quem assistiu, porém, à entrevista de Parreira, percebeu um gesto afirmativo, com um leve movimento de cabeça do treinador, assim que respondeu a uma pergunta sobre as chances de Renato na equipe.
A relação de nomes elaborada por Parreira não trouxe nenhuma novidade. Ronaldo foi convocado e terá de jogar pelo clube espanhol até o dia 28, véspera da apresentação do grupo, para garantir presença contra o Paraguai. O atacante sofreu lesão muscular na semana passada e os médicos do Real Madrid asseguraram que ele estará recuperado em poucos dias. Se Ronaldo não puder jogar, Adriano, da Inter de Milão, será seu substituto. O atacante Luís Fabiano, do São Paulo, ficaria assim na reserva.
O mesmo critério de inclusão de Ronaldo na lista valeu para o lateral Belletti, do Villarreal. Contundido, tem previsão de alta para o fim de semana.
Parreira deixou fora Rivaldo, sem clube, o que já era previsto. O craque pode fazer parte novamente da seleção se voltar a jogar por um grande clube. ''As portas estão abertas para ele. Quem vai determinar o futuro do Rivaldo na seleção é o próprio atleta'', disse Parreira. No rastro da ausência do craque que foi considerado um dos melhores do Mundial de 2002, o técnico fez elogios a Kaká, num novo indício de que o jogador está com seu lugar garantido no time. ''Em um mês, ele se firmou no Milan e está fazendo seu nome no futebol italiano. Sem Rivaldo, a seleção perde em experiência. Com Kaká, ganha em juventude e entusiasmo.''
O técnico não quis falar sobre os não-convocados. Perguntado sobre o desempenho de Mancini, da Roma, e de Edu, do Arsenal, nas últimas rodadas dos campeonatos europeus, disse que oportunidades não faltarão para quem estiver se destacando. ''Vem aí Copa América (em julho), amistosos, vai ter muita coisa pela frente.''


